segunda-feira, 13 de abril de 2015

O DIA DEPOIS DE ONTEM.

Ontem, domingo, dia 12 de abril, novamente o povo brasileiro saiu às ruas para exigir respeito aos seus direitos e clamar contra os homens e mulheres que possuem o poder e não usam para ajudar, proteger, orientar e fazer cumprir as leis que exigem a igualdade de tratamento para todos sem distinção alguma.
O mundo vive sob o domínio dos poderosos, que podem fazer a guerra, financiar o terrorismo, comprar serviços, pagar por injustiças, omitir a verdade e manter sob as suas ordens todas as desordens que ameaçam não apenas os mais fracos, como os idosos, crianças e doentes mas a toda a sociedade.
Infelizmente no Brasil, instalou-se um processo de corrupção da alma humana. A Nação Brasileira está doente, severamente doente. As atitudes desonestas são tantas e de extensões tão imensas que não conseguimos mais encontrar o fio da meada, para bordar a Justiça.
Em todos os níveis, a desonestidade e corrupção acontece, a toda hora do dia e da noite. Nas ruas, nas esquinas, nas delegacias, nos hospitais, nas comunidades, nos edifícios, nos condomínios, nas empresas de pequeno, médio e grande porte, como um vírus que contagia e transforma o ser humano em vampiro.
Atitudes aparentemente pequenas e que tentam ser justificáveis pelas grandes corrupções, ajuda a deteriorar o caráter do Brasil. Ninguém está imunizado pela ação deste vírus, que é genuinamente brasileiro.
O escândalo envolvendo a Petrobrás, está ajudando a olharmos para o nosso umbigo e a começarmos a procurar o fio da meada e com ele a tentar “destecer” o terrível bordado da corrupção.
Mulheres e homens poderosos, pedem sobre as tábuas de seus palanques pelo voto do povo, alardeando justiça, falam de humildade, ostentam honestidade e alguns chegam a buscar apoio em religiões, usando palavras bíblicas, para conseguirem manter-se em corrupção eterna.
Nesta segunda-feira, dia 13 de abril de 2015, alguns jornais informam que o Governo acordou aliviado, com a diminuição do número de pessoas que foram para as ruas protestar. Este dado estatístico, está sendo comemorado por todos os corruptos que continuarão livres, leves e soltos tripudiando do povão, rindo dos trabalhadores e atuando sob a lona do circo que encobre o senado, a câmara e se estende sobre o palácio do Planalto.
Outras manifestações virão e assim pouco a pouco, o clamor das vozes dos brasileiros algum dia se fará ouvir!
Dizem que a voz do povo é a voz de Deus. Não acredito que o Todo Poderoso, aceite este mundo de corrupção que se instalou na política brasileira.
Edison Borba


domingo, 12 de abril de 2015

BRASIL, MEU BRASIL BRASILEIRO!

Em décadas passadas, diversos compositores criaram músicas para exaltar o Brasil. Ary Barroso, marcou o mundo com a sua aquarela. Escolas de Samba, construíram seus enredos tendo como inspiração as belezas da Terra de Santa Cruz.

O tempo passou e o maior país da América Latina, caminhou por estradas tortuosas, desvios complexos, atalhos perigosos até chegar numa encruzilhada perigosa.

Hoje o povo desta linda Nação, está tentando buscar novos caminhos perdidos num nevoeiro político, tão forte, que não se pode prever o que se espera na próxima curva da estrada que for escolhida.

Neste domingo, em que se propõem ao povo sair às ruas para mais uma vez clamar (mais do que protestar), gritar e empunhando a Constituição, exigir que sejam cumpridos APENAS alguns itens do que consta na Carta Magna do País.

EDUCAÇÃO e SAÚDE é um direito de todos os Brasileiros!

SEGURANÇA, MORADIA E SANEAMENTO BÁSICO é um direito do povo brasileiro!

ÉTICA, MORAL, RESPEITO e POLÍTICOS HONESTOS é um dever de todos os que se propõem de alguma forma dirigir o País!

O Brasil não quer mais ouvir MENTIRAS!

O povo não aguenta mais conviver com a CORRUPÇÃO DESCARADA!

Todo trabalhador honesto quer ser RESPEITADO!

Chega de HUMILHAÇÃO!

Chega de engodos, iscas, bolsas, esmolas, favores, distribuição de dentaduras para aplacar a sede de justiça esconder a miséria.

Chega de atitudes inescrupulosas que se sucedem numa anarquia financeira sem medidas.

Num dia de protesto, é muito fácil saber o que a família brasileira quer. O que os trabalhadores honestos querem. É fácil! Queremos apenas e somente que haja mais sensibilidade, honestidade, seriedade, moral e ética!

Para mudar o Brasil, é preciso mudar as atitudes dos homens e mulheres que foram eleitos por voto eletrônico e democraticamente por todos os que ainda sentem orgulho em ouvir A Aquarela do Brasil e o Hino Nacional Brasileiro.

Edison Borba




PARA QUEM?

Para o padeiro, o pão
Para o santo, o andor
E para o bandido, a prisão

Livro para o professor
Caderno para o aluno
Receita para o doutor

Para o advogado a lei
Para o juiz a toga
E a coroa para o rei

Para a costureira, o dedal
Para o motorista, o carro
Para o ceramista, o barro

No dia vem o sol
Na noite vem a lua
Na minha janela o rouxinol

Para a rosa, o espinho
Para a cabeça, o chapéu
Para o viajante, o caminho

Laranja para a laranjeira
Lenha para a lareira
Para o bebê, mamadeira

Na rua, atenção
Na chuva, trovão
No coração, paixão

Compasso para o engenheiro
Para os bailarinos, os passos
Para o astronauta, o espaço

Escola de samba, passista
Para ir ao mercado, uma lista
Para o corredor, uma pista

No pé, um bom sapato
Para o poeta, cordel
E no dedo, o anel

Para você, foi adeus
Para os amigos, maldade
Para mim, só saudade!

Edison Borba

TRISTE COTIDIANO.

 Dia: 10 de abril, sexta-feira, 2015.
Local: um cruzamento na rua Voluntários da Pátria.
Bairro: Botafogo
Fato:
O sinal ou semáforo, com luz vermelha para os pedestres e verde para os veículos. Pessoas aglomeradas nas calçadas dos dois lados da rua Voluntários. Entre os que aguardavam ansiosos a mudança de cor da sinaleira, uma jovem senhora, branca, cabelos lisos e castanhos, óculos escuros. A roupa de “academia” vestia um corpo elegante, que chamou a minha atenção. A bela e jovem mulher, um carinho com um bebê e ao seu lado uma garotinha, segurava no carrinho enquanto a mãe (suponho que a interessante senhora – provavelmente na casa dos trinta anos, fosse a mãe das crianças), falava animadamente ao telefone celular.
Fiquei a imaginar que assunto sério, aquela hora do dia, deixava a jovem mãe tão envolvida no mundo da telefonia, que tirava dela a atenção dos filhos, numa rua bastante movimentada, com tráfego e trânsito intensos, principalmente numa sexta-feira naquela hora do dia.
Pensei: talvez ela estivesse conversando com sua sogra, ou até com o marido, discutindo algum assunto pertinente à saúde e educação dos filhos, ou as contas do lar. Questões sérias para as famílias.
Entre os que esperavam a luz verde acender, para cruzar a rua, vez por outra, um apressado, corria driblando os veículos. Homens de pasta, que provavelmente não podiam perder a hora de um compromisso. Outras vezes eram jovens, que em suas inquietudes não gostam de esperar para cumprir as regras da vida. E foi numa destas corridas que a garotinha também correu para a rua, feliz imaginando poder alcançar uma borboleta ou uma nuvem.
Gritos! Gritos! Correria! Burburinho entre os transeuntes.
Apesar do susto, nada aconteceu com a garotinha, que não entendeu os gritos dos adultos, que apavorados imaginaram uma tragédia.
A jovem mãe, de roupa de academia, óculos escuros, cabelos bem cuidados foi a última pessoa a perceber o que havia acontecido. Demonstrando estar assustada pegou na mão da menina, encostou o carrinho com o bebê no muro do outro lado da calçada e voltou a usar o seu celular.
Eu, com taquicardia, entrei num bar e pedi um copo com água!.
Edison Borba

sexta-feira, 10 de abril de 2015

VIROU FEBRE!

O tempo passa e os noticiários, de tempos em tempos, alardeiam que algo se transformou em febre. Já tivemos a febre da peteca, a febre do bambolê, a febre da esteira de praia e cangas toalhas, febre das sandálias, febre do ioiô e até as dos perfumes Vitess, importados da Argentina. Outras tantas, que os mais velhos com certeza irão se lembrar, tiveram seu tempo de sucesso e desapareceram.
A vida passa o mundo gira e a mania de alardear as febres continua. Agora com a ajuda da internet, as tais febres acontecem; atingem um grande número de pessoas e logo desaparecem. É interessante assistirmos aos noticiários informando que alguma coisa já obteve milhões de acessos nos diversos caminhos das redes sociais.
                                                         
A mania ou melhor, a febre das dietas fazem com que alguns alimentos se transformem de vilões em heróis e vice versa em alguns dias. Dieta da água, dieta do arroz integral, dieta da melância, dietas e mais dietas entram e saem dos noticiários, dependendo de qual celebridade anuncie que perdeu duzentos quilos em uma semana.
Paralelamente às febres, corre em disparada a vontade de fazer ou de manter o sucesso. Gente que está afastada da mídia, surge como num passe de mágica contando alguma façanha e tentando lançar algum estilo e rezando para que a sua lorota possa virar febre. Se acontecer, ele ou ela (a tal celebridade) pode segurar algumas semanas de sucesso e algum dinheiro em sua conta bancária.
A febre por ser mais alta, isto é, chegar aos 40 graus quando ela vem do exterior, quando o noticiários informam que chegou ao Brasil, virou mania, é sucesso em todo mundo, virou febre. O que muitas vezes tento desvendar, é em que local a febre está acontecendo. Sou do tipo curioso e caminho pelas ruas tentando encontrar alguém usando o tal óculos, ou a tal camisa ou bebendo o tal refrigerante. O tal … o tal … nunca consigo encontrar e a tal febre parece que não passou dos 37 graus. Acho interessante essas ondas que em alguns casos realmente funcionam, que me desculpem os mais novos, mas se teve uma febre que envolveu todo mundo pela cintura fazendo até surgir o baião do Bambolê, cantada por Jackson do Pandeira e Almira Castilho.
Edison Borba
ENTRE NA ONDA E DANCE COM UM BANBOLÊ NA CINTURA AO SOM DO BAIÃO!
 
Mas inventaram um tal de bambolê
Mas que negócio da mulesta foram inventar!
A gente fica num cantinho só
Remexendo, remexendo, remexendo sem parar...
Bambolê, bambolê, bambolê, meu baião
Bambolê, vamos bambolear.
Pegue neste bambolê
E coloque na cintura e comece a remexer
Pra você ver o gosto que vai dar
Bambolê, bambolê, bambolear...
Eu coloquei no meu baião
E pelo jeito que estou vendo vou me viciar:
No bambolê, vou bambolear
No bambolê, vou bambolear...


BALA PERDIDA

No Rio de Janeiro, mais de 40 pessoas foram atingidas por balas perdidas neste ano de 2015. Hoje, uma jovem de quinze anos, Crislânia, morreu enquanto pedalava a sua bicicleta, voltando de uma academia de ginástica. O fato aconteceu no bairro Gardênia azul na Zona Norte da cidade.
Amanhã, é sábado e os jornais deverão estar com manchetes sobre o final de semana.
Será que vai dar praia?
Qual o melhor programa de cinema e teatro?
Almoços em família e atividades recreativas devem estar preocupando as pessoas e a menina morta por uma bala perdida, estará ocupando uma pequena coluna nos jornais da cidade.
Dessa vez, não houve intervenção policial a jovem foi morta por bala que saiu das armas de quadrilhas rivais, que lutam pela ocupação de espaço, no mortal comércio das drogas.
A lista deste ano está apenas começando, estamos no mês quatro, em abril, sob o signo de Áries, até o dia 31 de dezembro, até o reveillon, muitas balas, irão se perder ao sair das armas que cospem fogo na violência que tomou conta do Rio de Janeiro.
Crislânia, não será mais lembrada e nem o menino que morreu no complexo do Alemão e nem a mulher que foi atingida dentro de casa, e nem o trabalhador que seguia para a sua oficina. Nomes que se perderão nos arquivos policiais e que ninguém irá se lembrar. Apenas as famílias é que continuarão sangrando uma ferida que nunca irá cicatrizar.

Edison Borba

quinta-feira, 9 de abril de 2015

NENÉM VAI CANTAR!

A imprensa divulgou um vídeo gravado por policiais, onde eles, numa atitude bizarra, chamam o fuzil, de neném e de forma inusitada fazem comentários pouco recomendáveis para agentes encarregados de manter a lei e a ordem.

"Olha o meu bebezinho aqui. Neném vai cantar, né? Neném vai cantar agora. Vai cantar para o bandido mimir",

Esse foi um dos comentários que aconteceu entre os policiais, da polícia militar do Rio de Janeiro. Também faço críticas a essa postura e principalmente por ter sido divulgada através de vídeo postado numa página no Facebook. Porém, se não houvesse a divulgação, fato que considero grave: postar comentários entre profissionais de várias áreas, durante o expediente, são muitas vezes considerados uma forma de descarregar tensões.          
Existem conversas travadas entre médicos, durante longas cirurgias, que se fossem publicadas todos perderiam o diploma de doutor em medicina. Em salas de funcionários, faz-se comentários em relação aos patrões e chefes, que colocariam muitos trabalhadores, incluindo secretárias na rua.
Nos estou fazendo apologia ao que foi dito, mas chamando a atenção para um fato que acontece em todos os níveis profissionais.
A grande questão está na forma de agir. Como é que nossos policiais militares estão sendo capacitados para agir nos momentos de conflito. Que tipo de suporte psicológico estes homens estão recebendo quando se dirigem para um confronto onde a situação é matar ou morrer. Como está a preparação para ficar frente à frente com os bandidos onde a luta passa a ser pela própria vida.
O que está em jogo é a postura de policiais enquanto servidores públicos e também a de todos os profissionais que atuam em órgãos dos governos municipais, estaduais e federais.
O Brasil é caricaturado pela forma deseducada que um significativo número de funcionários públicos costuma atender à população, principalmente quando se trata de trabalhadores.
Em portarias, guichês, balcões e outros lugares onde existem funcionários públicos concursados é comum o mal atendimento, as grosserias, o desrespeito para com quem necessita de atendimento ou até de uma pequena informação.
O problema com esses policiais permite, em boa hora, que se repense na capacitação de um bom número de servidores públicos, que justificam com seus salários os maus atendimentos.
É hora do Brasil passar por uma grande onda de reeducação social. É desagradável ver povo maltratando povo, em diversas situações onde se precisa atendimento do servidor público.
É hora de mandar todo mundo novamente para os bancos escolares!
Educação, já!
Edison Borba