segunda-feira, 21 de março de 2016

GUERRA É GUERRA!

Contra o mosquito Aedes vale todo tipo de arma
Fumacê, spray, defumador, repelente e se possível
Vassoura, pra matar este insolente
Malvado e sem pudor entra em nossas casas
Para causar o terror.

Mulheres grávidas, são seus alvos preferidos

Esse maldito inseto, atinge nossos entes queridos
Vamos todos para guerra, munidos de água e sabão
Detergente, inseticida e muito mais que houver
Vamos acabar com o ovo esteja ele, onde estiver!
Fora Aedes aegypti, vai voar noutro lugar
Volta para floresta  é lá, que você deve ficar

Todo mundo ajudando, limpando e lavando
Com água e detergente, matamos essa praga
E salvamos nossa gente.
Criança não pode sofrer com essa microcefalia
Não tem Zica, não senhor, vamos acabar com este vírus

E os dois outros também, o que causador da dengue
E o que usa a alcunha, o maldito chicungunha
Eles dependem do mosquito, da fêmea, é melhor explicar
É ela que suga o sangue para poder gerar ovos, e se multiplicar
O mosquito é o VETOR e o vírus o CAUSADOR
Das graves doenças febris e de muitas dores também

Por todo corpo da vítima, que sofre bastante com o mal
 Tendo que ser levada até para o hospital
O Aedes sim senhor, um mosquito malfeitor
O povo fará sua parte vivendo com educação
Limpando as suas casas não jogando lixo no chão
Porém, as autoridades, que comandam a nação

Também devem atuar não deixando nada faltar
Limpar as ruas e rios, desentupir os bueiros
Cuidar de todas as cidades, deixando as ruas limpinhas
Não queremos enrolação: vocês foram eleitos
Para cuidar, da saúde do povo desta Nação
Não queremos “churumelas” precisamos de ação
Saiam dos gabinetes e peguem vassoura e sabão

E venham para as ruas ajudar seus eleitores
Que já estão sofrendo com tantos dissabores
Os hospitais com doentes e ainda faltam Doutores
Atenção, muita atenção, povo alegre e guerreiro

Somos fortes e unidos, não vamos desistir
Vamos acabar com os mosquitos e também com outros bichos
Ratos, baratas, moscas e tudo que fizer mal
Temos uma tarefa, de nos livrarmos das pragas
Desde a Páscoa até o Natal!
Quem vai assumir o compromisso, comece hoje agora
Quem não quiser, sai da frente não atrapalhe
Vá embora!

Edison Borba

ENSINANDO A PESCAR

Num Pais como o Brasil, o maior, ao sul do Equador
Não é possível aceitar tanta pobreza, miséria e dor
Criança passando fome, dói na gente, é um horror

Por este motivo, meu povo, aceito o “bolsa família”,
Como forma paliativa para ajudar os carentes
Sair da fome que humilha, ajudando aos necessitados
Na tragédia que os consome dia a dia, dia a dia

Porém, apenas doar, não resolve a situação
É preciso muito mais que bolsa alimentação
Criar fontes de renda, trabalho digno
Para todo e qualquer cidadão
Ter condições de comprar seu alimento, seu pão

O processo de doação pode fazer mal à Nação
Principalmente, quando o citado evento
Faz dele um caminho certo, para a corrupção
É preciso recriar as fontes de produção,
Garantir boa educação para todos igualmente

Profissionalizar os homens e mulheres do país

Criar produção no campo e nas cidades também
Gerar fontes de emprego, incentivando a juventude
A querer lutar também, sendo exemplo para as crianças
Que no futuro são a nossa esperança
Que haja em nosso País boas e novas mudanças
Costureiras e pedreiros, doutores e taxistas
Professores e lavradores, agricultores e balconistas

Não importa o trabalho, se ele é honesto e são
Valoriza o ser humano e faz crescer a Nação
Quando uma doação é feita, sob trapaça política
Serve como mordaça e de cabresto também
Aumentando o dissabor na vida do trabalhador
O bom salário dignifica a vida do operário
A bolsa é uma saída mas não a única opção
Precisamos de trabalho, saúde, alegria e boa alimentação

Saneamento adequado, água encanada e filtrada
Crianças correndo alegres esperando o pai cansado
Que chega após o trabalho, trazendo o sagrado pão
Comprado e não doado, sem cobrança em eleição
Cidadão quer liberdade e não ficar atrelado
As condições de um cartão

Sou a favor das bolsas, dos cartões e tudo que se possa fazer
Para combater a miséria e não ver criança morrer
Mas não basta dar o peixe e deixar a deriva o barco
Navegando sem rumo para nenhum lugar
Precisamos meus senhores, também ensinar a pescar.
Como afirmou o Gonzaga, mestre da cantoria
                                                  nos versos de sua canção

“Uma esmola, para o homem que é são, ou lhe mata de vergonha
                                                                            ou vicia o cidadão”

Edison Borba

domingo, 20 de março de 2016

O ESTRANHO CASO DA MULHER E A COBRA


Havia uma mulher que morava num palácio
Sozinha e solitária, vivia em terras secas de um lugar bem alto
Que por ser plana, esta terra, era chamada planalto

Esta estranha dama, gostava de pedalar
Todo dia bem cedinho saía a passear
E numa de suas jornadas quando o dia amanhecia
Ela deparou-se na estrada com um ser desconhecido

Era muito diferente de todos que conhecia
Mas a corajosa senhora, fez logo uma manobra
E do bicho aproximou-se – era cascudo e comprido
Rastejava pelo chão fazendo estranho ruído
A dama da bicicleta, ficou muito encantada

Pelo estranho ser, que atravessou a estrada
Com carinho e muito afeto, pegou o bicho no colo
Colocou numa cestinha e para o palácio levou
Foi paixão arrebatadora, foi amor sem contestação
A dama e o estranho bicho, entraram em comunhão

Passaram a viver então, no grande palácio real

Porém havia um problema que não fora resolvido
Era o nome de tal bicho, grande e desconhecido
Chamaram os cientistas e cartomantes também
Para descobrir o nome daquela estranha figura
Comprida, longa e escura. Seria aquilo uma cobra?
Chamaram uma vidente de natureza Eslovaca
Mulher que veio de longe, das Europas, eu afirmo

Ao chegar perto do bicho, em seu rabo ela pisou
E bem alto ela falou: minha gente, é jararaca
Bicho de bote certeiro, traiçoeiro e perigoso
O danado é bem esperto, e também muito manhoso
Sabe como enganar para poder atacar.
Mas uma dúvida surgiu, em todos que ali estavam

Por que a famosa dama, não fora ferida de morte?
E a vidente respondeu: irmã não ataca irmã
Apesar das diferenças, eu lhes confirmo e digo
Esta, tão nobre Senhora, não corre nenhum perigo.
Esta história é verdade, afirmo e dou minha fé

As duas cobras estão juntas, vivendo lá no palácio
Construído pelo povo de uma nobre nação varonil
Deixemos de lado nomes, para não aborrecer ninguém
A história acaba aqui, neste ponto que é final
Quem mais quiser saber, é bom ler um jornal!

Edison Borba

 

O CONVITE


 

Fiquei um pouco assustado
E também emocionado
Ao receber um convite
É verdade ele existe
Tá na gaveta guardado

Dele eu tenho o registro
Meus amigos, meus queridos
Eu também vou ser Ministro
Ainda não sei do que

Pode ser da Agricultura
Mas disto não tenho cultura

Talvez seja dos Esportes
Mas para tal incumbência
Eu não tenho competência

Talvez das Relações
Nisto eu sou bom de verdade
Vivo me relacionando
Com toda a sociedade

Será que vou receber a pasta do Trabalho?
Eu ainda não sei não
Vou ser sincero com todos
Já trabalhei e cansei
Não quero este não

Mas se for da Previdência
Eu aceito sim senhor
Sou um cara previdente
Sempre tenho guarda chuva
Na minha pasta eu insisto

Estou fazendo qualquer coisa
Eu quero é ser Ministro!
É brincadeira eu aviso
Agradeço o convite
Feito com muito amor
Mas acreditem amigos
Eu sou é trabalhador!

Edison Borba

sábado, 19 de março de 2016

MEU NARIZ

Diante da confusão que assola meu País
Estou tendo cuidado, muito cuidado
Onde vou meter o meu bonito nariz.
Minha vizinha, coitada! Uma doce senhorinha
Dessas que a gente quer chamar de vovozinha
Foi infeliz, pobre mulher, ela queria dizer
Que era a favor ... antes de terminar a frase
Foi xingada, quase agredida, mas ela ia dizer

Sou a favor do AMOR!

Tá todo mundo ligado, plugado e pilhado
Seu Manoel escapou por um triz
Ao tentar comentar, a situação do seu time
Aquele que tanto ama, o glorioso Vasco da Gama
Quando alguém ouviu, o português afirmando
Que ele ficaria feliz se o campeão fosse ...
Não terminou a oração e levou um bofetão!
Teve o nariz quebrado e ficou muito humilhado

Eu sou igual a gato, tenho medo de água fria
Estou ficando calado, estudando o ambiente
Fico ouvindo os presentes, sondando toda a gente
Que antes me fazia feliz,
Não sei mais quem é quem
Eu sou cuidadoso e também sou vaidoso,
Tenho um nariz precioso que não vou deixar quebrar
Não tenho dinheiro bastante para mandar consertar

Aqui eu vou terminar, deixando um conselho pra todos
Melhor dizendo, um aviso, pois conselho a gente vende
Cuidem de seus narizes, da sua boca e da fala
Pra não ter que ficar, com a cara amassada
Além de levar "esculacho', sem saber nem o porquê

Senhoras e senhores e todos os meus amores
Vou saindo de mansinho com minha viola no saco
Vou cantar e recitar meus versinhos de varal
Em lugar longe daqui, pois não quero me dar mal
Quem sabe eu encontro alguém,
A fim de ouvir minhas rimas e também os meus poemas

Cujo tema eu não nego, nunca vou negar não

São contra a corrupção!

Edison Borba

 

sexta-feira, 18 de março de 2016

E A PRINCESA?


Vovó é mulher antenada, está sempre ligada
Em tudo que é fato novo e, em tudo que é moderno
Ela tem vários celulares, face book e até um blog
É moderna até demais para seus quase cem anos
Porém, ela não abre mão, daquilo que aprendeu
Em sua educação, ela não admite e nem aceita
Palavras de baixo calão, o conhecido palavrão
Esta foi uma das causas de afastar crianças da sala
Na hora dos noticiários elas ficam à portas trancadas  
Vovó de bengala armada, impede que qualquer netinho
Menor de dezoito aninhos assista depoimento
De políticos, qualquer um, de alto ou baixo escalão
Quando os parlamentares, em suas nobres declarações
Deixam escapar, uma enxurrada de horríveis palavrões
Minha casa parece um quartel
Ninguém ousa desobedecer a vovó, que parece um coronel
Apesar dos exageros da minha querida avozinha
Eu também fico chocado quando um “nobre”
Perde a linha, a agulha e o carretel
Imaginem se a nossa querida Princesa Isabel
Que assinou importante Lei, chegasse ao seu palácio
E de caneta na mão, antes do nobre ato, liberasse um palavrão
E o Duque de Caxias, famoso por sua coragem
Nas lutas empunhando espada, sobre seu cavalo alazão
Gritasse bem alto para tropa um estrondoso palavrão
E o querido e nobre Tiradentes, grande mártir
Que sua vida cedeu pela nossa Pátria, o Brasil,
Na hora do julgamento em frente ao parlamento
E com todo o sofrimento, sofrido em sua prisão
Em altos brados gritasse um sonoro palavrão
Poderíamos buscar na nossa história querida
Diversos homens e mulheres dignos de nossa atenção
Gente garbosa e forte, gente do sul e do norte
Do nordeste, centro oeste e também do meu sudeste
Gente que orgulha o Brasil, esta tão nobre Nação
Gente que defendeu o povo, a Pátria, sem gritar um palavrão!
Obrigado vovó por sua grande lição!
Abençoe seu querido neto, que não quer ter desafeto
Apenas como poeta espera que sua Pátria
Um dia volte a sorrir, que não haja palavrão
E principalmente a tal da corrupção.
Edison Borba

O DRAMA COLORIDO

As cores do arco íris reuniram-se pra festejar
Aproveitando o sol, que surgiu pra clarear
Após um dia de chuva, que molhou todinho o chão
O anil e a violeta formaram logo um par
Alegres e bem contentes começaram a namorar
O verde e o azul combinaram se juntar
Por curtirem ecologia verdes matas e o azul do mar
Onde o verde está também lá, o azul estará
A vaidosa laranja preferiu ficar sozinha
Admirando-se no espelho, ela não quis formar
Um par com o vermelho que começou a chorar
Vermelho no masculino vermelha no feminino
A cor de sangue e do carmim anda triste abandonada
Ficou chorando num canto, todo o seu desencanto
Com os olhos marejados, de lágrimas sofridas
Ela reclamou da vida da sua situação e das suas feridas
Perguntei-lhe intimamente porque esta dor tão grande
Corada de envergonha no rosto as mãos colocou
Chorando e muito ofendida, entre lágrimas contou
Fui usada por gente, que infelizmente, a minha vida manchou
Pessoas muito maldosas, algumas até perigosas que me usaram sem dó
Foi transformada em bandeira na qual havia uma estrela
Que não eram da minha Pátria querida.
Fui obrigada a ficar, balançando contra o vento, sem nada representar
Peço perdão aos amigos que felizes coloridos permanecem reunidos
Abraçados corajosos em defesa do País que também é meu e de muitos
Dezenas, centenas multiplicados por mil
O nosso querido Brasil!
Edison Borba