quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

BRASIL EM CORES

Salve Zumbi

Rei dos Palmares

Salve Mercedes Batista

Grande Otelo e Ruth de Souza

Pérolas negras

Belezas negras

A benção Aninha e Meninha

Senhoras do candomblé

Mães abençoadas por todos os orixás

Reverências a Machado, o de Assis,

Ao  Antônio Francisco, que também era Lisboa,

Cuja arte emociona e envaidece  todos os brasileiros

Saudações à Carolina de Jesus, Chica Xavier, Zezé Mota,

Alcione, Léa Garcia e tantas outras  mulheres.

Saravá  Clementina de Jesus, a rainha Quelé, e

Elizeth Cardoso, a Divina

Ataulfo Alves, Milton Nascimento e tantas outras  vozes

De homens e mulheres brasileiramente negros.

Obrigado a Leci Brandão, sambista das  melhores

Brasileira convicta

Salve o povo brasileiro, maravilhosamente  misturado

Geneticamente recombinado pelas mãos Divinas do Criador

Salve homens e mulheres independentes da cor, credo ou  profissão

Salve a brasilidade colorida!

Edison Borba

 

 

A FANTASMINHA

Mais do que um susto no elevador, o SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), deixou diversas emissoras, arrepiadas com a repercussão que uma pegadinha, causou no panorama das comunicações.
Uma brincadeira, nem sempre de bom gosto, bastante usada em algumas emissoras de televisão de muitos países, e que é considerada por alguns experientes comentaristas, como algo ultrapassado, está causando um rebu nos meios televisivos.
Mais uma vez, o homem do baú assustou os concorrentes.
Ano após ano, o antigo camelô mantém seus adversários preocupados. Livre, leve e solto esse octogenário senhor se diverte com o que faz.
Brinca com suas companheiras de trabalho, roda a roda, faz gincanas, distribui prêmios e muitas outras peripécias impossíveis para  outros empresários.
Trabalhando com a família, garante que seu império possa se manter firme por muitos anos. Seus familiares, que sempre são citados em seus programas, aos poucos começam a ocupar importantes espaços na empresa.
Cada filha com um perfil diferente,  deixam claro que vieram para manter o senhor dos anéis, cada vez mais firme.
Sua esposa, aos poucos, se firma no cenário das telenovelas. Seu Carrossel está girando lindamente. Há tempos que não tínhamos uma novela para o público infantil tão delicada.
Uma das suas meninas segue os caminhos do palco. É impossível não perceber os olhares carinhosos que ambos, pai e filha, trocam durante as programações. Os telespectadores gostam de acompanhar essa relação afetiva. Fica  claro, os cuidados do pai com a sua menininha, nessa relação de afeto e aprendizagem.
Seu neto cantor,  apesar de estar emprestando a sua arte para outra emissora, apresentou-se feliz ao lado do avô e da tia, numa programação beneficente. Naquele momento de descontração o sábio senhor acenou para as possíveis substituições entre seus herdeiros, sob  aplausos do público.
A  fantasminha do SBT, deixou vários empresários assustados. É possível, que muitas reuniões de emergência tenham sido agendadas para exorcizar a menininha do elevador.
Parabéns ao Senhor Empresário e Apresentador, por ter causado pânico na estagnada programação das nossas emissoras de televisão.
Edison Borba

INCRÍVEL! FANTÁSTICO! EXTRAORDINÁRIO!

Nesta primeira semana do mês de dezembro de dois mil e doze, uma comissão de direitos humanos, visitou comunidades devastadas pelas enchentes em janeiro de dois e onze, nas cidades  serranas do Rio de Janeiro, e constataram que nada foi feito para melhorar as condições da vida dos moradores dos locais atingidos.
Incrível conclusão!
Constatação é fantástica!
Acreditamos que os relatórios conterão observações extraordinárias!
Na ocasião da tragédia, além das perdas materiais, muitas vidas foram interrompidas. Diversos habitantes desapareceram sob  toneladas de lixo e barro. Até hoje existem controvérsias sobre o número de mortos.
A população brasileira, comovida com a situação, enviou uma grande quantidade de donativos. O governo federal, também se mobilizou enviando verbas para a recuperação das cidades atingidas. Um grande exército humano tentou atenuar o sofrimento das pessoas atingidas pela catástrofe.
À medida que o tempo avançava e outras notícias ocupavam as manchetes, essa catástrofe foi sendo esquecida. Porém, após alguns meses no ostracismo, a situação dos habitantes serranos, voltava à mídia, que denunciava desvio de verbas, prefeitos corruptos, donativos desviados e até abandonados no lixo.
Novamente o povo ficou comovido com a tragédia de Petrópolis, Teresópolis e Friburgo além de outras localidades. Passada a indignação popular,  tudo se tornou passado. Ninguém lembra o nome dos políticos corruptos, das empresas safadas e da tristeza que ainda habita os corações daqueles que perderam bens materiais, familiares e amigos.
Foi necessário que uma comissão de direitos humanos, após uma longa espera após a tragédia, visitasse a região para constatar o óbvio: nada foi feito!
É incrível! É extraordinário! É fantástico!
Incrível será se essa constatação se transformar em ação.
Extraordinário será se a população atingida pela catástrofe receber a ajuda necessária.
Porém, será fantástico se os ladrões que desviaram as verbas, os donativos  roubando a dignidade dos cidadãos serranos acabarem condenados em regime fechado sem direito a redução de pena.
Lugar de criminoso é na cadeia!
A população aguarda que essa constatação do óbvio, feita pela COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS, não fique apenas na visita e não seja mais uma MANCHETE que logo será substituída por outra tragédia.
Edison Borba

 

 

 

 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A VERGONHA DOS OUTROS

Há anos converso com minha analista, sobre um problema do qual não consigo me desvencilhar: a vergonha dos outros.
Frequentemente, sou atacado por um sentimento de vergonha, de algo que eu não cometi. É uma sensação ruim, uma indisposição que me deixa com problemas estomacais. Meu fígado reclama, meus rins protestam, meu coração acelera, causando-me um desequilíbrio fisiológico, difícil de controlar. Todo esse desarranjo orgânico está diretamente ligado às “coisas” que eu não fiz e não faço.
Estou me tornando uma pessoa solitária e incapaz de acessar os meios de comunicação. Está difícil ler jornais e revistas, ouvir noticiários no rádio e também os transmitidos pela televisão. É uma questão de  sobrevivência.
Todas as vezes que sou obrigado a tomar conhecimento de  fatos tristes, sou acometido pelo sentimento de vergonha dos outros.
Quando os noticiários abordam o tema saúde. Quando  jornalistas entrevistam pessoas doentes, cidadãos nas filas hospitalares,  esperando há meses, por uma consulta médica, meu rosto fica corado e quase morro de vergonha.
Minha analista aconselhou-me uma viagem para a Europa, fazer uma imersão em algum SPA, ou até frequentar grupos de apoio, mas nada resolverá o meu problema, pois o foco está fora do meu corpo, à vergonha não é minha e sim dos outros.
Como fazer, para “fazer” os senhores da política, sentirem vergonha pelo desperdício do dinheiro público?
Como não sentir vergonha, ao tomar conhecimento da precariedade no ensino brasileiro?
Minha crise alérgica aumenta todas as vezes que fico envergonhado com advogados defendendo os envolvidos na quadrilha do mensalão.
Já estive quase em CTI, por intoxicação, no mês das eleições. Tive que ser medicado, cheguei  usar remédios controlados (os tarja preta), após assistir a um programa eleitoral. Aquele que é chamado de espaço gratuito. Foi uma dose muito forte de falta de vergonha dos outros, que eu quase explodi.
Tenho  aumento de pressão, ao ver a cara de pau, de alguns cidadãos formadores de opinião, pessoas que ocupam  espaços na mídia,  negarem-se a fazer o teste do bafômetro. Que vergonha! Que vergonha! Que vergonha! Colocar à vida dos outros em perigo e ainda não aceitarem fazer o teste que indica o teor de álcool no corpo é simplesmente vergonhoso.
Creio que estou sendo intoxicado pelo excesso de “desavergonhice”  que está assolando diversos segmentos da sociedade brasileira.
Busco refúgio no consultório da minha analista, que sob a proteção Freudiana, me fornece condições de continuar sobrevivendo com a falta de vergonha, dos outros.
Edison Borba

domingo, 2 de dezembro de 2012

UM MENINO SONHADOR

Era uma vez  um menino que sonhava  ter asas e voar como as borboletas. Dançar no céu, fazer acrobacias, pousar sobre as flores e ser livre, muito livre.
Um dia, ao ouvir o canto de um pássaro, pensou que além de asas ele também gostaria de possuir uma linda voz.
Imaginou-se  voando e cantando. Seria maravilhoso fazer duas coisas: soltar a voz  e voar, voar bem alto e cantar e cantar alto,  bem alto. Que felicidade, ser admirado pelo mundo; o menino cantor de lindas asas, capaz de fazer  piruetas no ar.
Certa vez, esse menino, ao visitar um jardim, encontrou uma bela flor, muito colorida. Suas pétalas misturavam vermelho, azul, e também havia o amarelo. O menino encantado com a beleza daquela florzinha imaginou, que além de cantar e voar, ele também gostaria de possuir lindas cores.
Imaginou uma multidão, olhando para o céu,  vendo-o  voar, cantar e exibir as cores. Seria um sucesso: um menino voador, cantor e multicolorido.
Satisfeito com seus desejos, começou a sonhar com o dia em que ele poderia obter todas aquelas maravilhas.
Numa tarde, ao sair para passear, deparou-se com uma grande e frondosa árvore. Sua imensa copa formava uma  sombra, que podia ser aproveitada por pessoas desejosas de descanso. O menino ficou maravilhado com toda aquela grandiosidade e desejou, que além de voar, cantar e possuir lindas cores, também gostaria de ser grande e forte.
Imaginou imensas asas, sob as quais muitas pessoas poderiam se abrigar do sol enquanto ouviam sua bela voz, além de admirar  seu brilhante colorido.
Porém, lembrou que sendo grande e forte como a árvore, mesmo tendo asas, ele não poderia voar.
Nesse momento, o garoto começou a chorar. Seu pranto chamou a atenção de um velho homem que passava pelo local onde estava o menino.
O senhor, penalizado com tantas lágrimas, parou e perguntou ao garoto sonhador: - “por que choras linda criança?”
O menino ergueu o rosto, ainda molhado de lágrimas e explicou, com voz soluçante, o que havia acontecido. Explicou sobre os seus desejos e também sobre a sua desilusão.
Ele queria ter asas para voar como as borboletas,  cantar como os pássaros, ter cores lindas com as flores e ser forte e frondoso como as árvores. Porém, percebeu que não poderia ter todas aquelas maravilhas ao mesmo tempo. Por esse motivo,  estava triste e choroso.
O velho sábio sentou-se ao lado do menino e explicou com voz macia e doce.
– “Há momentos na  vida, que as escolhas terão que acontecer. Nossos sonhos, deverão ser conquistados gradativamente. Nem sempre, poderemos ter tudo que queremos e sonhamos ao mesmo tempo”.
O menino parou de chorar e olhando para o rosto do sábio senhor, entendeu que, ele de alguma forma, poderia voar,  cantar, ter belas cores e também ser forte e poderoso.
Com todas essas qualidades,  alegraria o mundo com sua voz, seria livre para visitar os mais diferentes lugares do mundo.  Quando chegasse numa nova cidade, estaria sempre exibindo um lindo e colorido sorriso para alegrar o povo. Seria um cidadão justo, ético e honesto, sendo assim estaria ajudando  muita gente. Seria como uma frondosa árvore, que abriga sob a sua sombra o viajante cansado.
O menino sonhador  voltou a sorrir e  acreditar que na vida, podemos realizar nossos sonhos. Muitas vezes, não exatamente como havíamos pensado e nem sempre todos ao mesmo tempo. Podemos ajudar a construir um mundo feliz, e quando realizarmos  nossos desejos  não podemos esquecer, que neles devem caber além da nossa felicidade, a felicidade dos nossos semelhantes. Agindo assim, estaremos construindo uma grande cadeia de amor universal.
Era uma vez um menino sonhador, que realizou  seus sonhos.
Ele foi feliz, por toda a sua vida,  compartilhando sempre suas realizações.
Edison Borba
 

sábado, 1 de dezembro de 2012

POBRE DO PICA-PAU!

Na guerra pela audiência,  produtores e diretores dos programas televisivos, utilizam as mais estranhas artimanhas. Vale tudo pela audiência. Audiência  é público. Público  é possibilidade de sucesso. Sucesso é dinheiro. Dinheiro é a ponte para  realizações materiais.
Lembrando um dos maiores comunicadores brasileiros, o Senhor Chacrinha, que afirmava: “nada se cria tudo se copia”, quem é bom de observação, percebe que existe um rodízio entre os programas das nossas emissoras. Seja na dramaturgia ou na comicidade, gincanas, reality shows ou  calouros, o que mais acontece é a cópia carbonada ou xerocada, maquiada e caricaturada para o telespectador não perceber o “dejà  vu”.
Muitas vezes  o  que está sendo apresentado, já apareceu  em diversas emissoras, porém, com roupagens diferenciadas.
E assim, segue o mundo dos espetáculos, rodando como um carrossel.
Usando uma frase popular: “quem não sabe brincar, não deve descer para o pátio”, fez  o pica-pau entrar  nessa história.
O diretor do programa, de uma famosa apresentadora televisiva, vendo que a sua audiência era menor do que a do PICA-PAU resolveu apelar agredindo os fãs deste incrível desenho. Quem nunca assistiu e se divertiu com as malandragens dessa ave de topete vermelho, que atire a primeira pedra!
Muitos apresentadores, cantores, atores e demais personalidades do show business,  já perderam audiência para o nobre pássaro. Adultos e crianças, há anos se divertem com as confusões criadas; pelo encantador, e às vezes irritante PICA-PAU.
Desqualificar os fãs desse desenho é simplesmente uma atitude de desespero.
Quando o IBOPE aponta baixos índices de audiência, é hora de procurar melhorar o trabalho buscando novas perspectivas para o programa.
Desqualificar os telespectadores é uma atitude infantil, o que comprova, que se o diretor age dessa forma, temos mesmo é que assistir os desenhos do  PICA-PAU.
Lamentável ler observações ofensivas para aqueles que sustentam as programações.
Atenção senhores diretores, produtores, atores, atrizes e demais membros do mundo da diversão – quem os mantém no palco é o público, o povo, que muitas vezes paga caro demais e não recebe um produto de qualidade.
Como arte não é vendida em mercado, não se pode devolver e nem reclamar junto ao PROCON, às vezes compramos gato por lebre.
Acordem e não agridam aos que os alimentam!
Que coisa feia!
Edison Borba
 

 

O QUE SAI – NÃO VOLTA!

O corpo humano pode ser comparado a uma grande usina, que para produzir energia, precisa de combustível. Porém, como toda usina,  ao executar suas diversas atividades elimina resíduos que se não forem tratados podem causar graves danos ao meio ambiente a as criaturas que o habitam.
Para a sobrevivência da espécie racional  é necessário consumir  oxigênio, alimentos e água. Sem esses combustíveis os corpos não funcionam  fisiologicamente, e graves danos podem acontecer à sua morfologia. Doenças, malformações e outros problemas afetarão a usina humana, que por ser racional, necessita de outro  combustível: educação.
Através do consumo educacional, um setor da grande fábrica humana, o cérebro,  poderá funcionar adequadamente, proporcionando a todo o conjunto, equilíbrio necessário ao uso dos demais combustíveis.
Imaginemos os bilhões de humanos, funcionando como usinas ambulantes, gastando e eliminando resíduos por todos os continentes.
A água usada para matar a sede, é eliminada como urina. Os alimentos saem como fezes. O oxigênio entra e sai o gás carbônico. Essas são apenas algumas das trocas que as usinas humanas fazem para com o meio ambiente. O bom é consumido e o ruim  é descartado. Cada usina separadamente elimina diariamente esses e muitos outros resíduos que poluem a o planeta Terra, colocando em risco o futuro da espécie humana.
Ricos, pobres, reis, rainhas, plebeus, políticos, empresários, operários, madames, prostitutas, juízes, criminosos, intelectuais e analfabetos, sem exceção, possuem as mesmas necessidades de consumo e eliminam produtos semelhantes biologicamente.
Porém, quando se observa o que sai do cérebro humano  transformado em atos e palavras, podemos perceber diferenças de usina para usina, isto é, de indivíduo para indivíduo.
Atos nocivos ou atos benéficos. Palavras de amor ou palavras malditas. Essas contradições poderiam  ser evitadas, se cada humano fosse trabalhado educacionalmente para saber usar racionalmente suas funções.
O mundo necessita cada vez mais de inovações afetivas e éticas para que possamos tornar cada ser humano um empreendedor de amor e respeito para com o próximo – homens, animais e vegetais. A Terra precisa urgente dessas transformações individuais.
O ato de urinar é necessário ao equilíbrio da usina humana. Quando a sirene acusa excesso desse líquido na bexiga, é necessário eliminar para se manter o equilíbrio. Porém, onde jogar  esse nocivo subproduto,  dependerá da central controladora (cérebro), que sua vez, deverá funcionar conforme informações adequadas (educação). O controle sobre quando e onde despejar esse líquido de odor desagradável está relacionado diretamente à educação de cada homem ou mulher.
Portanto, do funcionamento racional de cada usina humana, depende a boa sobrevivência dos demais elementos que formam a cadeia ecológica universal.
Além, dos subprodutos concretos, a palavra é também um produto humano   que deveria ser produzida de forma ética / afetiva / construtiva para que não se tornar um fator de degradação e destruição da espécie.
Produzir e emitir palavras, frases, discursos e sons, despejando-os no meio ambiente sem o devido controle, é bem semelhante à eliminação dos demais resíduos orgânicos.
Não podemos continuar a poluir o meio ambiente com palavras nocivas. A emissão inadequada de determinados termos, podem causar sérios danos aos ouvintes e consequentemente um grave desequilíbrio na espécie humana.
Devemos cuidar do que sai da boca do homem!
O que sai não volta: da mesma forma que a urina, o gás carbônico e as fezes as palavras poderão causar danos irreversíveis ao nosso planeta.
Edison Borba