sexta-feira, 24 de maio de 2013

LIVRE PARA VOAR

Deixei a porta aberta
Para você voar
Vai, voe livre.
Use suas asas e vai ...
Deixei a janela aberta
Sai de vez de minha vida, vai ...
Sua liberdade está lá fora, vai ...
Voe para bem longe de mim, vai ...
Busque novas experiências
Nada mais o prende a mim, vai ...
Quando fores voar para a liberdade
Estarás me condenando à solidão
Estarei preso ao passado
Mas, vai ...
Deixei a gaiola aberta
Viaje para bem longe, vai ...
Não olhes para trás, vai ...
Sei que morrerei na saudade
Sei que não haverá lágrimas a chorar
Mas, vai ...
Segue livre pelo espaço
Vá para bem longe de mim
Deixe-me   sozinho
És jovem, mereces voar
Então, vai ...
Ficarei com as lembranças
Dormirei com nossos sonhos
Mas, vai ...
Segue livre como os pássaros
Vai ...

Edison Borba

quinta-feira, 23 de maio de 2013

NOTÍCIAS CRUEIS:

           A semana chega ao fim com os jornais povoados de notícias difíceis de serem publicadas. É claro que também aconteceram coisas boas, divertidas e agradáveis, mas  alguns fatos são tão terríveis, assumindo uma proporção  intensa que nos fazem parar para refletir. Agressão aos animais, jovens criminosos, assassinato de mulher são algumas notícias terríveis que ocuparam as manchetes dos jornais.
Quando o fato é muito desagradável, temos buscar reflexões sobre eles e tentar achar uma explicação que possa nos trazer equilíbrio e pensar que nem tudo está perdido.
ALEMÃO SEM LEI:
Lamentavelmente o Complexo do Alemão, comunidade que recebeu a polícia pacificadora, iniciou um processo de urbanização e está recebendo turistas. Local que tem o seu teleférico como um ponto atrativo. Comunidade  mostrada em novela como  ordeira e trabalhadora, voltou as manchetes dos jornais. Uma ordem do tráfico exigindo o fechamento do comércio, escolas e a paralisação de todas as atividades foi obedecida. Impossível não aceitar as ordens de quem por muitos anos manteve o controle do local.
QUINZE ANOS E SEIS CAVEIRAS:
Em São Paulo, jovem de quinze anos foi preso após matar a sétima vítima. Aborrecido por ser  detido antes de poder tatuar a sétima caveira, menino afirma: “aqui não é Estados Unidos. Não tem prisão perpétua, vou sair em pouco tempo, vou fazer a sétima caveira e encher minhas costas com outras”.
Outro menor, afirma – “só matei três e só tenho amor a minha mãe”.
Assustador, impressionante, aterrorizador ou lugar comum? A cada dia, o Brasil aumenta o número de assassinatos. Estamos em primeiro lugar na lista de mortos diariamente. Em todo o território nacional e os muitos dos nossos jovens estão se perdendo no mundo do  crime.
HOMEM JOGA DOIS CÃES PELA JANELA:
Homem, em Copacabana, atira dois cães pela janela. Os animais que pertenciam à sua irmã incomodaram o cidadão, médico por formação, que segundo a família, sofre de problemas neurológicos.
MULHER É MORTA PELO EXCOMPANHEIRO:
Em Minas Gerais, uma mulher foi assassinada após fazer vinte e seis Boletins de Ocorrência, sendo que três boletins foram feitos no dia em que ela foi assassinada.
Para a nossa reflexão, temos:
>Até quando a lei bandida será obedecida pelas comunidades? Como acabar com a cultura de que os traficantes possuem o poder?
>Como resolver o problema dos menores infratores no Brasil? O que fazer para cumprir a lei e educar tantos delinquentes mirins?
>Que punição deve receber alguém que mata um animal doméstico? O homem que matou os cães foi colocado em liberdade, mas se ele tivesse feito o mesmo com um animal em extinção,  não haveria fiança. Qual a diferença entre um animal doméstico e um que está na lista de proteção ambiental?
>Por que uma mulher faz 26 Boletins de Ocorrência e não recebe a devida proteção? Será que a resposta pode ser encontrada na cultura machista que ainda domina o país?
Ficam as questões para reflexão!
Edison Borba
 

UMA MULHER DE ARTE

         Perto de completar cem anos, em 21 de novembro próximo, uma japonesa brasileira, continua fazendo arte.
Peças de formas arrojadas, mas que transmitem delicadeza encanta a todos. Refinada em cores e formas, seu trabalho contém a leveza japonesa interligada e mesclada com as forças da natureza do Brasil.
Tomie Ohtake,  “adotou-se” brasileira sem perder as suas origens orientais. Sua vocação sem dúvida está em suas células desde a sua gestação, porém foram necessários quarenta anos para aflorar e nos deslumbrar.
Tomie fez arte com tinta, papel, telas e metais. Pinturas, esculturas e gravuras alegram e inspiram o  mundo. Em São Paulo da garoa, estão espalhados pela cidade, painéis e esculturas, encantando a todos que muitas vezes desconhecem a autora.
Ohtake, não para e perto de completar um centenário, continua “arteira”. Mulher simples e de aparência frágil,deixa fluir em sua arte um vigor e uma força extremamente estonteantes.
Mais do que pintar ou esculpir, essa mulher brinca com  ideias, pensamentos e sonhos transmitindo-os para o  mundo concreto, de concreto, os mistérios do abstrato.
Sua arte nos permite um mergulho no mais profundo do imaginário, não é para ser simplesmente vista, é para ser degustada.
Visitar sua exposição exige fôlego, é ficar diante de um universo simples ao mesmo tempo instigante.
Tomie Ohtake, uma japonesa brasileira, nos emociona e toca profundamente nossos corações, em quase cem anos de vida, ela continua sendo uma mulher de arte.
Edison Borba
 

 

 

 

 

 

terça-feira, 21 de maio de 2013

DEDO NA FERIDA

           No país das maravilhas, onde a natureza é magnífica, o povo é alegre e hospitaleiro, a música está em todas as esquinas, com fauna e flora invejáveis. Terra abençoada por Deus, onde os tornados não passam e os terremotos existem apenas nos contos de terror, é também o país onde os partidos brotam como frutos em árvores.
Suas siglas são as mais diversas e tantas que é difícil sabermos o significado de cada uma delas: PMDB, PTB, PDT, PT, DEM, PCdoB, PSB, PSDB, PTC, PSC, PRP, PV, PT do B, PRTB, PP, PSTU, PCB, PHS, PSDC, PCO, PTN, PSL, PRB, PSOL, PR, PSD, PPL, PEN, MD etc ... etc ...
Partido político deveria ser como time de futebol, uma vez escolhido jamais será substituído. Quem nasce vermelho e preto é flamenguista, e jamais se transformará em tricolor. Virar a casaca é crime hediondo.
Há muitos e muitos anos, havia alguns homens no Brasil que eram reconhecidos por suas siglas políticas. Homens que independentemente de suas ações, boas ou más, mantinham-se firmes em suas convicções partidárias. Atualmente é difícil saber quem é quem e em que partido está filiado. Troca-se de partido como se troca de roupa. Os próprios “partidários???” desconhecem a filosofia de seu “partido???”
Alguns partidos (e são poucos) conseguem ter alguma identidade.
Infelizmente, os interesses pessoais, estão acima das necessidades do país. O povo, que não consegue entender o significado de tantas siglas, também não consegue perceber que elas existem apenas como placebo ou fantasia. Funcionam como firmas fantasmas, criadas para burlar, desviar dinheiro, camuflar falcatruas e abrigar  malfeitores.
Claro que essas questões não incluem todos e todas que estão no poder. Existem alguns que por teimosia ou por praticarem a ética na política, permanecem firmes em suas convicções políticas.
Mas o troca - troca ou suruba política, é mantida em camuflada. Todo mundo finge que acredita e continuamos a viver como Alices, num país das maravilhas.
Porém, a Terra Encantada entrou em ebulição com a inteligente observação do Senhor Doutor Joaquim Benedito Barbosa Gomes, Presidente do Supremo Tribunal Federal: “nosso país tem partidos de mentirinha”.
Creio que o grande magistrado estava se referindo, filosoficamente, apenas a alguns grupos que se movimentam de um lado para outro dependendo de suas necessidades particulares. Atos conhecidos como oportunismo. Esses vivem de mentirinhas contadas aqui e ali, mudando de endereço buscando sempre levar vantagem.
Partidos de mentinha existem para atender questões pessoais.
O Senhor Ministro meteu o dedo na ferida e deixou sangrar. Lamentavelmente, já foram providenciados os devidos curativos e tudo já está cicatrizando.
É obrigação do povo, não deixar que essa ferida cicatrize. Precisamos saber o significado de cada sigla, qual a sua filosofia, quem pertence a ela e quais são os macacos e macacas que pulam de galho em galho. Para esses precisamos cortar o cipó e deixá-los cair do galho.
O voto é a melhor forma de ajudar ao nosso país a resgatar a ética e a moralidade em nosso País.
Edison Borba
 

 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A CARTEIRA DO SENADOR

            Entusiasmado e feliz, o senador saiu às ruas de São Paulo, para participar da Virada Cultural.  Alegre e sorridente caminhava entre a multidão que assim como ele, deixou suas casas para  aproveitar horas e horas de shows de música, teatro e arte.
Em cada canto da cidade num palanque  artistas famosos e outros menos conhecidos, cantavam de dançavam. O povo, descontraído nem se importava se havia chuva ou frio. Era só felicidade e alegria.
Poder participar de atividades culturais gratuitamente é uma oportunidade única na vida de muitos brasileiros, por isso a multidão ocupou todos os espaços oferecidos. Homens, mulheres, crianças e jovens vindos de todas as partes se encontraram pelas ruas paulistanas para comemorar. Famílias aproveitando a oportunidade para, se divertir. Pais carregando filhos nos ombros, mães empurrando carrinhos de bebês, os mais idosos caminhando  devagar, mas todos com os rostos iluminados pela oportunidade de um final de semana feliz.
Infelizmente, toda essa festa correu o risco de ser manchada pela tragédia. Alguns meliantes aproveitaram o clima de descontração para roubar e furtar. Não satisfeitos, também provocaram brigas, arrastões e assassinaram um jovem.
Que pena! O que era para ser um final de semana de felicidade,  transformou-se para alguns em tragédia.
Talvez, a tentativa de fazer cultura popular, como acontece nas “Viradas” deixe vir à tona duas grandes questões: uma boa e outra ruim.
A primeira é a certeza que a população quer e precisa de mais divertimento, sem custos. O povo é capaz de curtir forró e música clássica com a mesma atenção. A arte quando é boa, é  aceita por todas as classes sociais.
O lado ruim da questão, é que ainda estamos precisando de educação de base. A criminalidade,  é produto de uma população que não está tendo acesso aos meios mais simples de educação.
Outros fatores sociais também surgem nessas ocasiões e que devem servir como termômetros para medirmos às condições sociais de uma população.
Entre os que foram vítimas, encontramos um senador, ou melhor, o senador Eduardo Suplicy, que teve seus documentos, dinheiro e celular, rapinados. No palanque, ao lado de Daniela Mercury, Suplicy pediu para ter seus bens devolvidos.
Fica uma questão: será que foi providencial terem levado a carteira do senador?
Talvez, tendo sofrido o problema, o senhor senador possa defender em Brasília, com mais veemência, as necessidades educacionais do nosso país.
É triste, é cômico, é sério!
Edison Borba

O FOGO NÃO SE APAGOU

           Após quatro meses do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria no Rio Grande do Sul, as brasas ainda estão acesas. Na madrugada de domingo, 19 de maio, morreu no hospital, mais uma jovem estudante que estava no local no dia do acidente.
           Mariane Vielmo tem seu nome acrescentado na lista de mais de duzentos mortos. Após a tragédia, nos dias que sucederam ao incidente, houve um grande movimento em torno de buscar punir todos os restaurantes e casas de shows que não estivessem cumprindo com as regras de segurança para os clientes.
O fogo apagou-se, as brasas perderam as forças e a fumaça se desvaneceu no ar. Tudo voltou a ficar silencioso.
Não havendo barulho e nem fiscalização “fiscalizada” é possível que muitos alvarás estejam sendo liberados por baixo das mesas (de escritórios).
É difícil acreditarmos, que todas aquelas rígidas e barulhentas ações policiais, com cobertura ao vivo pelos meios de comunicação, ainda estejam acontecendo rotineiramente. Posso estar sendo leviano e preconceituoso com esse comentário, mas estamos cansados de acompanhar situações semelhantes, onde nada acaba em nada, ou tudo acaba em pizza.
Com a morte de mais uma estudante de Santa Maria, as brasas reacendem e o fogo voltar a queimar nossos corações.
Precisamos continuar alertas para que a fumaça não se perca no ar.
Impunidade tem que ser apenas uma palavra encontrada em dicionário e não uma atitude humana.
Não podemos deixar que as vítimas do Rio Grande do Sul, sejam apenas cinzas de uma situação que poderá acontecer a qualquer momento em outro local do país.
Fiquemos alertas e acesos para que não haja outro incêndio semelhante àquele.
Edison Borba

domingo, 19 de maio de 2013

FINAL DE NOVELA (S)

         Duas novelas chegam ao fim. Uma no canal que mantém a audiência. A outra num canal, que sobe e desce nas pesquisas.
Não fosse o poder de uma das emissoras,  uma nítida preferência dos jornalistas e problemas de horário o resultado da audiência poderia ter sido diferente.
Fazendo uma observação isenta de preferências, acredito  que foram duas novelas que seguiram caminhos opostos.
“Salve Jorge” começou iluminada por refletores e “glamour”, assinada e estrelada por grandes nomes. Uma lista interminável de participantes, tão longa que na metade da trama já era difícil saber quem era ator e quem era figurante.
Muitos se perderam e sumiram da história sem deixar vestígio. Os núcleos se confundiam de tal forma que em, alguns momentos o núcleo da Turquia dançava samba na comunidade.
As viagens eram tantas e tão rápidas que as cavernas da Capadócia, pareciam estar  em Maquiné, nas Minas Gerais.
 Apesar do poder da máquina promocional e do bom desempenho de alguns atores e atrizes, o que se viu foi uma colcha de retalhos de outras novelas.  O casal protagonista, o galã e a mocinha,   não conseguiram passar credibilidade naquele amor insosso, bem diferente de Caminho das Índias e o Clone.
 Mas como no final tudo tem que ser acertado, até vilã se transformando em religiosa, é aceitável.
E lá se foi mais uma novela. Mesmo com altos e baixos, teve bons momentos de dramaturgia e beleza, principalmente quando as paisagens da Turquia eram mostradas. Belezas naturais que serviram como um bom passeio turístico, além de provocar discussões sobre o tráfico de pessoas.
No outro canal, apesar de faltar ainda um capítulo para o final da trama, “Balacobaco” foi se impondo gradativamente como uma boa história.
Num horário inconveniente, quase meia noite, a novela foi prendendo a atenção dos telespectadores mais notívagos.
O vilão Norberto conseguiu excelentes momentos na história. As cenas de cativeiro, transformadas em reallity show, foi uma grande sacada dos autores, e  brevemente, aparecerão  em futuras novelas, como novidade.
Aos poucos os atores e atrizes foram criando vida e a novela chega ao final com uma boa qualidade em teledramaturgia.
As personalidades duplas foi uma interessante brincadeira de pega – pega com os telespectadores. Número de atores na quantidade certa para o desenvolvimento da trama. Não houve excessos.
Núcleos bem definidos, momentos de descontração paralelos a cenas de tensão. Crimes, sequestros, perseguições e música foram usados de forma correta pelos autores.  Uma trama que foi sendo construída aos poucos chega ao final com boa qualidade e coerência.
Duas histórias. Duas emissoras de televisão. Duas novelas. Duas trajetórias. Apesar das questões jornalísticas, do aparato nas divulgações, nas divergências sobre cada uma das emissoras, o importante é termos opções.
Faço votos para que mais novelas em mais canais de televisão possam acontecer em diversos horários, para que possamos ter possibilidades de escolha.
Também fico na expectativa para que  as revistas badaladas possam exibir em suas capas lindas mulheres e galãs sarados, que estejam atuando em várias emissoras. Não podemos conviver com uma imprensa que utiliza apenas  uma única vertente para estampar suas capas e desenvolver matérias.
Num país civilizado e democrático o jornalismo tem a obrigação de divulgar de forma ampla de equilibrada o que se passa no mundo. Quando a luz dos refletores e o foco ficam voltados apenas para uma só direção, é motivo de preocupação.
Precisamos ter cuidado com os caminhos jornalísticos do nosso país!
As cortinas se fecham, mas as luzes voltam a ser acesas e mais novelas entram em ação nas próximas horas.
Vamos preparar a pipoca e acompanhá-las democraticamente.
Que venham mais emoções!
Edison Borba