sexta-feira, 17 de maio de 2013

UMA SENHORA ATRIZ

           Laura Cardoso  pertence a um grupo de mulheres trabalhadoras, que seguem em suas oficinas produzindo cada vez melhor.
Operária das artes, Laura não precisou usar artifícios da medicina embelezadora para garantir seu espaço em cena. Soube como ninguém, escolher papéis de acordo com o seu tempo.
Vê-la atualmente em cena tecendo rendas e cuidando dos netos é surpreendente. À tarde, possível encontrá-la em outro momento, vivendo uma jovem senhora cujo dinheiro é um dos seus objetivos de vida.
Divertida numa novela e densa em outra. Como é bom vê-la em dois momentos da televisão brasileira “O Profeta” e em “Flor do Caribe”.
Não faz muito tempo, estava à Senhora Cardoso, interpretando Dodô Tanajura,  uma ex prostituta que se tornou beata, no romance Gabriela.
Segura do seu ofício de atriz, Laura tem a naturalidade das grandes Damas do teatro. Delicadamente sofisticada, essa Senhora muda de pele a cada personagem, é uma mutante. Ela consegue emprestar sutileza aos seus personagens, característica dos grandes intérpretes.
Sua vida particular nunca foi usada para dar audiência, seu talento é o seu maior recurso para demonstrar a sua arte.
Laurinda de Jesus Cardoso Baleroni nasceu em São Paulo e tornou-se conhecida pelos grandes desempenhos nos palcos dos teatros ou diante das câmeras da televisão.
Laura Cardoso uma Senhora Atriz!
Edison Borba

quinta-feira, 16 de maio de 2013

CRECHES - (Promessas de Palanque)

            Nossa Presidente (ou será Presidenta?), no calor da campanha anunciou que os brasileirinhos seriam a sua maior preocupação, provavelmente naquela ocasião não havia um conhecimento claro das verdadeiras necessidades educacionais brasileiras. Atualmente, 2013, todos os estados estão com milhares de crianças de zero a três anos, fora do ambiente educacional.
 As creches, locais importantes para o desenvolvimento infantil, ainda estão muito longe de atender as necessidades brasileiras. O MEC empurra a responsabilidade para os municípios, que por sua vez, declaram existir outras necessidades mais urgentes que investir em educação.
Os centros de apoio educacional para crianças de zero a três anos, são necessários não só para o desenvolvimento infantil, como também para colaborar com a economia doméstica, permitindo que os pais possam trabalhar e melhorar suas condições financeiras.
O atendimento educacional no Brasil, ainda está longe de encontrar soluções para atender da creche à universidade. Muitas lacunas estão sendo preenchidas, mas é como uma colcha de retalhos, onde os pedaços de pano são costurados aleatoriamente, com uma “pequena” grande diferença: a colcha será mais bonita quanto maior for à diversidade de retalhos, mas em se tratando de educação o resultado é exatamente o inverso.
Não podemos remendar: aprendizagem tem tempo certo para acontecer. Ou investimos um bom produto  na hora da necessidade ou não teremos cidadãos capazes de produzir adequadamente para o país. O processo educacional vai muito além das paredes escolares, ele envolve e compromete um grande círculo de pessoas que constituem a órbita planetária educativa. Familiares, professores, equipes de saúde, comunidades entre outros astros que se interligam para o brilho do principal astro do sistema – o aluno.
As creches constituem a base do sistema educacional, seguidas das escolas infantis e do fundamental. Após esse ciclo os alunos deverão ser direcionados para as oficinas profissionais e universidades.
O investimento em educação é a longo prazo e os resultados só aparecem após  anos de investimento, mas quando as bases são sólidas formam-se cidadãos frutíferos capazes de darem continuidade ao sistema, colaborando na formação de novos e criativos cidadãos.
Portanto, os brasileirinhos de zero a três anos precisam de espaços para  crescer de forma saudável. Precisamos de creches qualificadas para o exercício da educação nos primeiros anos de vida.
É hora de cumprir promessas de palanque!
Edison Borba
 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

MULHERES PRISIONEIRAS

            As casas de detenção estão repletas de mulheres que, por cometerem algum tipo de ato considerado ilegal, e após passarem por um julgamento, foram encaminhadas para prisões. Essas sabem o motivo e o tempo que deverão cumprir, como pena por suas atitudes. Para elas existe a possibilidade de retomar a vida e tentar novamente.
Na Áustria e nos Estados Unidos, dois escândalos abalaram os noticiários. Mulheres prisioneiras de homens enlouquecidos.
Um pai manteve filha refém durante 24 anos, torturando, abusando física, moral e psicologicamente. Um louco, que chocou não apenas os austríacos, mas todo o mundo.
Em Cleveland, EUA, outro monstro, sequestrou e manteve em cárcere três mulheres. No tempo de cativeiro, elas foram abusadas, maltratadas e violentadas.
Essas mulheres, diferentemente das que estão detidas pelo sistema prisional, não sabiam o motivo do sequestro e nem o tempo que ficariam em cativeiro. E a cada dia, eram torturadas e a desconhecer o que aconteceria no amanhecer seguinte.
Esse tipo de crime é mais comum do que imaginamos. Muitas mulheres são mantidas em cativeiro, em diversos países dos cinco continentes. Vítimas de psicopatas que agem sem que as leis possam alcançá-los. São obrigadas ao silêncio e a suportarem castigos impostos por homens enlouquecidos que vivem sob a clandestinidade de um mundo ainda machista.
Muitas dessas mulheres, não estão trancadas em cativeiros, elas podem circular pelas ruas e ir às compras. Muitas são vistas caminhando pela cidade ou em filas de ônibus. Porém, existe alguém a quem devem obedecer. Geralmente são companheiros, maridos, amantes ou namorados que controlam suas vidas. Obrigadas a informar sobre tudo o que acontece em suas vidas, essas mulheres também são prisioneiras.
Existe um cativeiro psicológico, que aprisiona suas almas. Mulheres sem vontade própria. Não é permitido a elas o direito de escolhas, de sorrir e de serem felizes. Muitas, após longos períodos de obediência, conseguem romper correntes e buscar ajuda outras envelhecem sob o domínio do mal.
A Lei Maria da Penha tem sido um caminho para essas criaturas aprisionadas e aterrorizadas, porém como em nosso país as leis são fragilizadas pelas penas, aplicadas aos réus, nem sempre tentar romper com o cativeiro, funciona como a solução perfeita. Muitas mulheres, são perseguidas, ameaçadas e  assassinadas  pelos companheiros, mesmo com boletins de queixas e ordens de afastamento.

Diante de tantos casos de mulheres prisioneiras, algumas reflexões devem ser feitas:

>Educação,  profissionalização, cultura, auto conhecimento, informações são alguns caminhos que o grupo  feminino deve buscar;

>Leis mais rígidas e cumpridas em relação aos que cometem crimes contra a saúde física, psíquica e social da mulher devem ser aplicadas.

                Esses dois caminhos além de muitos outros, devem estar sempre nas mesas de debates, para que os crimes contra a mulher possam deixar de acontecer em nossa sociedade.

            Na era da informática, em que a cada dia surge um novo artifício tecnológico é inadmissível continuarmos a conviver com homens das cavernas.

Edison Borba

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 14 de maio de 2013

IMPORTANDO GENTE

            Em dois de dezembro do ano de 1990, Carlos Eduardo Novaes, publicou no Jornal “O Dia”, uma excelente crônica, chamada a “Última Professora”.
Nesse incrível texto, que conta uma historia acontecida no ano de 2989, num sítio arqueológico, que teria sido provavelmente o bairro de Jacarepaguá, Rio de Janeiro, foi encontrada por cientistas, uma mandíbula de mulher, que provavelmente teria sido da última professora, que viveu em torno do ano de 2020, num antigo país chamado Brasil.
Esse tipo de profissional, narra Carlos Eduardo Novaes, em seu texto, por motivos complexos foi desaparecendo do mercado de trabalho. O governo  para suprir essa carência, começou a importar professores de outros países. Em pouco tempo, a nação brasileira  transformou-se numa Torre de Babel, em cada região havia um tipo diferente de educação e o Brasil foi desagregando-se até se esfacelar completamente. 
            Após 23 anos de sua publicação, o texto “A Última Professora”, continua atualíssimo. É assustador, percebermos que o Novaes, escreveu profeticamente.
Hoje, 13 de maio de 2013, os jornais anunciaram a possibilidade do Brasil, importar médicos de outros países, para suprir a falta desse tipo de profissional. Segundo os noticiários, faltam cerca de 50 mil médicos no país.
Em alguns estados como Maranhão, Amapá e Pará, existem menos de um profissional para cada mil habitantes. A situação se repete em todos os estados do país.
O problema tem diversas origens, como: poucos profissionais conseguindo terminar o curso de medicina; profissionais formados inadequadamente; maior concentração de especialistas, nas capitais dos estados; substituição da rede pública pelos hospitais e clínicas particulares; falta de condições adequadas de trabalho, em algumas unidades hospitalares, falta  gaze, algodão, luvas descartáveis, esparadrapo entre outros produtos para que o profissional execute satisfatoriamente suas funções.
Tudo isso, pode ser apontado como causas pela diminuição do número de profissionais da saúde, nos hospitais públicos do Brasil, deixando uma grande área do país, completamente desprovida de atendimentos médicos.
Diante desse quadro, o governo anuncia a possibilidade de importar mão de obra especializada na área da saúde.
Não é novidade, que no Brasil, existe problemas em relação a mão de obra especializada em diversos setores.
Não é novidade, que em várias empresas, profissionais de outros países já estão sendo contratados.
Não é novidade, que a educação brasileira precisa de reformas e investimentos urgentes.
As ações que vêm sendo divulgadas pelo governo, ainda são muito pequenas em relação à grande necessidade desse grande país. Corremos o risco da crônica “A Última Professora”, escrita por Novaes, esteja muito perto de se tornar realidade. A falta de qualificação em diversas áreas de produção, pela inadequada estrutura educacional do país, está levando à busca de profissionais em outras Terras.
Na crônica, a última professora viveu no ano de 2020, portanto faltam apenas sete anos para o fictício se tornar realidade.
A última professora, o último médico, a última enfermeira, o último bombeiro, o último operário além de outros profissionais que poderão entrar em extinção.
Podemos estar brincando e exagerando, porém, sabemos que essa verdade existe. Na cabeça de cada brasileiro, verdadeiramente consciente, existe um grilo falante, alertando para um futuro duvidoso.
Investir em educação, valorizando seus profissionais e aparelhando suas oficinas e mantendo-os atualizados é sem dúvida uma das mais importantes formas de evitarmos que a última professora desapareça em 2020, e com ela os sonhos de uma nação verdadeiramente próspera e sem preconceitos para com os seus cidadãos.
Edison Borba

 

 

 

 

 

CONVITE

DIA: 4 DE JUNHO – 3ª FEIRA

BLOOKS LIVRARIA – PRAIA DE BOTAFOGO, 316

Espaço Itaú de Cinemas

Das: 19h às 21h

Lançamento  do livro COMPLEXO DE VIÚVA E OUTRAS CRÔNICAS

Autor: Edison Borba

***Todos os dias, diversos fatos nos mobilizam. Os acontecimentos não param, sucedem-se, mantendo um ciclo. Os meios de comunicação  encarregam-se de divulgá-los. Tornamo-nos uma aldeia global, em segundos tudo é compartilhado, integrando os cinco continentes com a rapidez de um relâmpago.

Este, portanto, é um livro espelho. De um lado, notícias de jornal, experiências do cotidiano, tragédias urbanas, enfim, toda uma gama de vivências prosaicas e diárias transformando-se em motivos, motes, pontos de partida para o autor pensar, discutir, experimentar, com sua fina sensibilidade e seu olhar crítico, a realidade que o circunda, deixando-se atravessar por ela, fazendo, por meio de cada uma de suas crônicas, uma travessia do espelho, amalgamando seus pensamentos e emoções a cada um dos fatos enunciados, direta ou indiretamente. Assim, do outro lado do espelho, os olhos do autor, como inquietos faróis, iluminam cada um dos episódios descritos ou mencionados, permitindo que, por meio das palavras, tenhamos um acesso privilegiado ao outro lado do espelho, ou seja, a percepção sutil e intensa com que ele percebe e registra as pulsações da vida, em seus contínuos movimentos.

É um livro de fatos jornalísticos, vistos pelo olhar do autor, e que permitirá aos leitores rever acontecimentos e como num espelho, formar suas próprias verdades.

Vale a pena conferir!

 Mais informações – www.allprinteditora.com.br
Edison Borba

 

 

 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

MARACANÃ (DE NOVO)

           Após a festa de abertura dos envelopes revelando as empresas que iriam administrar o ”Maraca”, por 35 anos, aparecem suspeitas de “maracanã-cutaia”.
A justiça pede a anulação do contrato alegando a possibilidade de fraudes.  Existem suspeitas de que não houve lisura na escolha do Grupo Empresarial que levou  vantagem na concorrência.
Segundo os noticiários, o modelo de contrato está cheio de irregularidades, que ferem os interesses públicos.
Apesar de estarmos vivendo um momento em que grupos lutam pelo retorno da ética, em nosso país, incluindo a Lei da Ficha Limpa entre outras questões que se tornaram públicas, ainda não podemos acreditar que estamos próximos a viver num mar de rosas.
Infelizmente o mar de lama que invadiu o Brasil nas últimas décadas ainda está ocupando nossas praias e exalando cheiro ruim por todo o território nacional.
Essa situação envolvendo o Maracanã, no Rio de Janeiro, nos leva a uma reflexão sobre os outros fabulosos estádios, construídos em vários estados, para funcionarem durante os jogos das Copas.
Que tipo de licitações, estarão sendo assinadas?
Como será a utilização desses gigantescos prédios após as festividades futebolísticas?
Quem terá a responsabilidade das manutenções?
Como serão administradas as áreas do em torno dos estádios?
Essas questões devem ser bem explicadas para que não tenhamos uma onda de “ENGENHÕES” sendo construídos com durabilidade efêmera.
Vamos torcer para que após as festas futebolísticas, não tenhamos que conviver com elefantes brancos, abandonados, que servirão, provavelmente para aumentarem as estatísticas das obras faraônicas tão comuns no Brasil.  
Há poucos dias, diante de autoridades, balões coloridos, hinos e alegria, algumas obras foram “meio” inauguradas, porque ainda estão “meio”construídas, o que pode sugerir que elas ficarão “meio” funcionando, para depois ficarem totalmente abandonadas.
Edison Borba
 

domingo, 12 de maio de 2013

MÃE

           Mãe, gênero feminino, cromossomialmente  representada por XX. Um par de alossomos, que garante a vida da espécie humana. O alossomo  y, cedido pelo pai, gênero masculino, apenas determina o sexo. A vida depende da presença do X, até em dose simples, como na fórmula X0 ou repetido como em XXX. O dia das mães é o dia da vida!
Após a fecundação, o organismo feminino oferece o ambiente adequado para o desenvolvimento do embrião e feto. O útero é um órgão perfeito para o desenvolvimento humano, porém dependemos da nossa mãe, para recebermos ar e alimentação.  O dia das mães é o dia da vida!
Após nascermos, dependemos do leite materno, e assim por um longo período, a mãe, mulher ou fêmea, garante a vida e a sobrevivência. O dia das mães é o dia da vida!
O dia das mães não é apenas um dia entre os 365 do ano, ele existe para que possamos refletir a importância dessa criatura, que independentemente de qualquer questão merece ser reverenciada. Uma palavra simples, mas, que pronunciada em qualquer idioma, soa como um hino de louvor à vida.
Para o alemães é mutter, na Grécia màna, em japonês é okaasan. Para os franceses é mère, em híndi é maji, em urdu é ammee e para os galegos mamá. Para os africanos mama.
Os americanos e ingleses usam mother e mummy. Os italianos, na hora da macarronada chamam pela madre. Os russos morb e os albaneses mëmë. No da Noruega ela é chamada de mor, para os polacos matika e na China ela é mutzm. Para os hebreus havha e na Turquia anam.
Os holandeses chamam pela moeder, os sérvios majka, os havaianos makuahine, os húngaros anva e os habitantes da Indonésia pela induk.
Não importa  em que idioma ou em que continente. Não importa em que país  estado ou cidade. Não importa se a palavra mãe é pronunciada em um palácio ou num casebre. O seu significado será sempre o mesmo. Sua força será sempre a mesma.
Mamãe, mainha ou simplesmente,  MÃE!
Obrigado pela vida!
Edison Borba