Terminada
a euforia eleitoral, aos vencedores os louros, aos perdedores reflexão e para o povão a vida, que retoma a sua
rotina.
Trabalho,
muito trabalho, mãos sujas de graxa, macacão, botas, facão, máquinas, fumaça,
cansaço, longas filas, transporte público lotado, engarrafamentos, marmita,
cafezinho, salário minguado, empréstimos e os meses passando vagarosamente.
Também
acontecem coisas legais, como churrasco com amigos, cinema vez em quando,
pipoca, refrigerante para as crianças, uma pelada de várzea, visitar os avós,
domingo nos parques e muita coragem para manter a família.
E
assim a humanidade caminha, em passos de formiga e sem vontade. Cidadãos trabalhadores,
eleitores, famílias que sonham com um futuro melhor para seus filhos, vêm o
tempo passar e o sonho do avô, passou para o filho que agora passa para os seus
filhos e provavelmente irão passar adiante. Eta! Vida de gado, povo marcado!
Povo feliz!
Esperança
é o que ajuda a alimentar essa gente, tempero que faz do arroz com feijão um
manjar dos deuses.
Quando
termina um período governamental, renasce nessa gente humilde um enorme desejo
de ter as suas vidas menos aviltadas. Sair do barraco, não morrer no incêndio
da favela, libertar-se das mãos dos agiotas, ver sua comunidade urbanizada, não
sofrer com a dengue e não temer as chuvas e chegar ao final do mês com
tranquilidade. Portanto, o ano de 2015, será mais um que fará a classe operária
pensar que vai poder chegar ao paraíso.
O
período que se abre de novembro de 2015 até julho de 2015, serão de
expectativas de que seremos felizes.
Desta
vez acertamos!
Nossos
dias irão melhorar e uma luz começa a brilhar no fim do túnel. Porém, esta
eleição ainda nem terminou e um bando de aproveitadores já estão cercando a
nova (antiga) presidente, na ganância de voltar ao poder. Pelo que já se leu
nos jornais, à senhora de vermelho, corre o risco de se transformar num
fantoche.
Os
seus aliados de partido e demais apoiadores já começaram a leiloar o palácio e
o país.
Tudo
indica que a classe operária, ainda não poderá chegar ao paraíso. Esta dádiva será preferencialmente dos empresários e
políticos, que apostam seus euros e dólares nas ilhas paradisíacas (os paraísos
fiscais), onde vez por outra descansam seus neurônios, como muito caviar, wisky
puro ou com uma pedrinha de gelo.
Edison
Borba