Quando da sua criação, a Lei Seca, ocupou as manchetes dos jornais e passou a ser assunto de todos os encontros. Não se falava em outra coisa. Surgiram os anjos da madrugada, o motorista da vez e os conselheiros. Depoimentos colhidos nos bares e nas ruas nos fizeram acreditar que finalmente a segurança no trânsito era uma verdade. Tudo parecia bem! Houve um “vislumbramento” de que finalmente a população teria consciência de que bebida e direção não combinam. A alegria tomou conta dos nossos corações. Grupos fantasiados encenavam peças cujos temas abordavam questões relacionadas a acidentes nas ruas e estradas. Tudo parecia ir muito bem.
O tempo passou e a Lei Seca, começou a demonstrar falhas. Os bafômetros passaram a ser objetos de pouco uso. Baseados no princípio de que nenhum cidadão é obrigado a “fazer prova” contra si, os bêbados voltaram a pegar nos volantes e quando parados pela polícia, se negam a fazer teste de teor alcoólico no sangue.
A libertinagem voltou às ruas e às estradas. Loucos, irresponsáveis, viciados, drogados e “os bem” remunerados, voltaram a pilotar seus possantes atropelando, matando e debochando da sociedade.
Neste feriado de Corpus Christi, o número de acidentes nas estradas brasileiras assumiram proporções vergonhosas. Hoje, sábado, ainda não terminou o feriadão e provavelmente domingo, dia 7 de junho, quando as estradas voltarem a ficar cheias, mais acidentes voltarão a acontecer, e nos carros, latas de cerveja entre outros "alucinógenos" estarão envolvidos com a tragédia.
Enquanto os massacres acontecem, nossos legisladores e políticos discutem se o crime é doloso ou culposo. Dirigir sem habilitação após ter ingerido uma grande quantidade de bebida alcoólica, é visto como sendo sem intenção de matar.
Lamentavelmente, todos os cidadãos, têm direito a defesa. E os advogados ciosos de lucros, abraçam as causas, os assassinos e o dinheiro que os loucos do volante pagam para continuar matando.
Chega de ver nos noticiários famílias chorando a perda de seus entes queridos!
Chega de presenciarmos, pais defendendo filhos mimados, que utilizam seus carrões como arma.
Chega de sermos humilhados pelos sorrisos sarcásticos e debochados de criminosos do volante
Chega de assistirmos passivamente bêbados se negando a usar o bafômetro.
Chega de ouvirmos os pedidos de justiça.
Chega de acompanharmos enterros com aplausos e camisetas estampando o rosto das vítimas
Chega de impunidade! Chega de criminalidade!
Verbos como beber, dirigir e matar não podem ser conjugados aleatoriamente.
Precisamos de leis rígidas e que sejam cumpridas. Precisamos de ética. Precisamos que a justiça seja realmente aplicada para todos, ricos e pobres.
Chega de brincar com bafômetros.
Chega de fingirmos que tudo está bem.
Chega de reportagens mostrando jovens (rapazes / moças) bebendo e se divertindo e sem o mínino decoro se exibindo para os jornalistas, fazendo piada das Leis.
Chega! Basta!
Beber e dirigir é crime, ponto final!
Edison Borba
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