Os anos se passaram e diversos
homens ocuparam a cadeira da maior república da américa do sul. Barbudos, carecas, bigodudos, caras raspadas, sorridentes, austeros, fardados,
de paletó e gravata e até quem não queria, usar tal galanteria, era um homem diferente que não gostava de rinha.





Uma tragédia acontece levando o sonho das
Neves deixando o povo chorando, sob a regência de um homem, que recebeu de presente a
cadeira de presidente. Um bigodudo sortudo!
E assim, numa sucessão masculina,
a República Brasileira, voltou a se encantar com o direito de poder
voltar a votar.
E vieram mais homens,
intelectuais, engravatados, engomados, envernizados. Caçadores de marajá, de
pulso cerrado e armado, para governar a democracia, no caminho da harmonia.
De repente, muito "derepentemente" um grupo de caras pintadas resolveu gritar mais alto e tirou lá do
planalto o belo governante, que junto com sua amada partiu pra viver bem
longe, lá onde mora o Abrantes.
Passados alguns momentos de
ufania e alegria, o grupo do operário mostrou que não era otário e resolveu
lançar mão de tudo que até então dizia que não podia. E foi tanta roubalheira,
fizeram tanta besteira que houve até julgamento dos que se fizeram jumento,
deixando-se flagrar nas falcatruas da vida, usando o planalto, para voarem bem alto.
O povo então decidiu: chega de macho
no mando! Queremos mudar de linha, vamos deixar as bombachas e escolher as
calcinhas, que talvez sejam melhores do que as cuecas meladas, que só fizeram
besteira na nossa República altaneira.
Oh, que desilusão! A Dona que foi
eleita, já veio de cabeça feita e de nada adiantou, fez discurso mentiroso, empregou
toda a família, fez farra lá em Brasília, com o dinheiro do povo. Mas, o
destino cruel, quis que o povo carente, tentasse novamente na boa senhora
votar, e agora que tragédia todos devem aguentar.


A fada agora é bruxa, de madrinha
nada tem, cravou suas garras e unhas na vida do trabalhador, que cansado e
abandonado, pela tal sonhada república, se lembra do Imperador.
Oh, meu Deus, que horror! Foi no
15 de novembro, lá dos anos antigos, que mudamos os caminhos do nosso querido
Brasil. De império a república, passou pela ditadura, mas conseguiu pelo voto em democracia sonhar, ser povo livre e cantar, nadar em rios de mel e poder comer pastel, com caviar de recheio, ganhar salário digno e andar com bolso cheio.
Viva D. Pedro II! Viva a
Democracia! Viva eu e viva tu, viva o rabo do tatu!
Parabéns ao povo brasileiro pelo
aniversário da Proclamação da sua República!
Edison Borba
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