sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O TRISTE FINAL DE UMA NOVELA.


PONTO DE VISTA (por) Edison Borba

Tenho uma amiga querida, que afirma gostar de assistir o primeiro capítulo de uma novela, depois alguns episódios e jamais assistir o capítulo final. Eu, que a princípio via esta posição um tanto o quanto como radical, hoje aceito sem restrições esta opinião, principalmente no que se refere ao último e derradeiro episódio da trama.
Com todo o respeito aos que trabalharam na construção da “Força do Querer”, e principalmente reverenciando o trabalho da escritora (autora) do folhetim, o que se viu hoje na tela da TV foi uma colcha de retalhos. Alguns pedacinhos de pano, foram costurados com outros sem nenhuma preocupação com a harmonia do texto.
Sereias, bandidos, casamentos, mortes, reencontros, lágrimas (muitas lágrimas), brigas, sequestros, shows e até, uma tentativa sincera de passar algumas mensagens positivas, porém tudo colocado às pressas num pacote, depois embrulhado e enviado para à casa dos “noveleiros”.
Talvez, se os contratos assim o permitissem, a novela poderia ter sido encerrada aos poucos, com leveza e equilíbrio. Mas, as questões que envolvem patrocinadores, audiência entre outros fatores, levam a uma necessidade de embrulhar tudo num papel de jornal, amarrar com barbante e entregar para o freguês.
Que pena!

MORTE EM SALA DE AULA.

PONTO DE VISTA (por) Edison Borba
BULLYING EM SALA DE AULA – É SEMPRE BOM PREVENIR
Anos 50, um colega de escola deixou de comparecer às aulas, por não aguentar ser chamado pelo apelido de “pelanca”. Naqueles tempos, situações deste tipo não eram discutidas. Não havia nas escolas os serviços de apoio psicopedagógico. Os anos passaram e um dia eu encontrei o “tal” colega, trabalhando como balconista em uma loja de roupas. Não chegamos a ser amigos, apenas colegas de colégio, po...rém, pensei sobre aquele caso. Ninguém deu ouvidos ao menino que provavelmente abandonou seus sonhos, por uma questão de sobrevivência moral / psicológica.
Ano 2017, cidade de Goiânia (GO), e mais um caso de bullying toma conta das manchetes dos jornais: “adolescente de 14 anos mata dois colegas e fere outros quatro num colégio particular de ensino infantil e fundamental. Uma colega, aluna do 8º ano, relata que o menino era chamado de “fedorento” pelos colegas. “Ele era todo calado, ficava com os colegas lá e eu nunca falei com ele. Chamavam ele de fedorento. Um aluno, levou um desodorante para ele, porque ele não passava, disse em entrevista”.
Dos anos 50 até os dias de hoje, muita coisa aconteceu no mundo educacional. Estamos mergulhados na era da comunicação, mas não conseguimos, nem com toda a nossa parafernália “internáutica” fazermos contato com o menino que matou seus colegas e nem com os que se tornaram vítimas de uma vítima.
E agora? Encerrar o caso e chorar os mortos? Esquecer o caso? Arquivar a tragédia? Esperarmos por mais um “pelanca” ou “fedorento” se fazer notar, fugindo ou matando!

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

ALMA FEMININA - "O LIVRO"


LIVRO: ALMA FEMININA
AUTOR: EDISON BORBA
ANO: 2015 – EDITORA: All Print / SP

 

 Um passeio pelo mundo feminino é o que encontramos nas páginas do Livro ALMA FEMININA. Em suas 230 páginas o leitor encontrará mulheres famosas e não famosas, as que são capas de revistas e outras que ficaram conhecidas pelas manchetes policiais. Poderá passear no tempo e na história, rir e chorar e principalmente se emocionar com o universo feminino.
O Alma Feminina é uma chamada para reflexão sobre... o feminicídio no Brasil. Ele foi dedicado à Maria da Penha Maia Fernandes, cuja história permitiu a criação da Lei Maria da Penha.
A alma feminina, não é só da mulher, ela deveria ser a alma de todos os seres humanos, sem nenhuma distinção. Ter uma alma feminina, é saber amar o próximo sem discriminação, mas com respeito e carinho.

Comprem o livro ALMA FEMININA via internet. Editora All Print / SP
Ou então pelo nome do autor ou do livro em diversos sites.

O QUE EU ESTOU FAZENDO DA MINHA VIDA?


PONTO DE VISTA - (de) Edison Borba
 
 
Algumas vezes nos surpreendemos com esta dúvida: “o que eu estou fazendo da minha vida?”
São momentos de dúvida que podem estar relacionadas ao trabalho, ao amor, à própria vida cotidiana, e neste momento bate um vazio, uma angústia, uma vontade de sumir, esconder-se num lugar e ficar bem quietinho tentando encontrar a solução....
É bom observar, que nesta dúvida o centro da questão está o pronome EU, logo, a questão não está com a profissão, com o local de trabalho, com os amigos ou com os amores, mas com "gente".
Quando não estamos satisfeitos com “EU”, nada nos fará feliz. Eu preciso engordar, eu preciso emagrecer, eu preciso estudar, eu preciso me aprimorar e EU PRECISO ME RESPEITAR E ME AMAR.
Eis aqui o âmago da questão!
O outro ou os outros são apenas coadjuvantes na nossa vida, ninguém e nada nos trará equilíbrio, paz ou felicidade se não houver dentro de cada um de nós uma chama, uma força, um desejo de agir para conseguir seguir adiante todos os dias.
Os consultórios dos analistas estão sempre de portas abertas, as igrejas e as promessas de soluções rápidas, as videntes, cartomantes e outros caminhos podem ser procurados, mas nada resolverá a questão enquanto não “acontecer” a verdadeira vontade de descobrir “O QUE EU ESTOU FAZENDO?”

terça-feira, 17 de outubro de 2017

A CARNE É FRACA! SERÁ?


PONTO DE VISTA – (de) Edison Borba
Esta desculpa é frequentemente usada para explicar algumas situações que envolvem relacionamentos e até as dietas. A traição aconteceu por que a “carne é fraca”. Um motel surgiu no caminho e o resultado foi um casamento desfeito, uma gravidez indesejada ou algo mais grave. Em se tratando das dietas, alguns quilos a mais ou o agravamento de algum problema de saúde podem acontecer porque “a carne é fraca” e quem é que ...
pode resistir aos desejos?
Também já fui e não sei se ainda serei vítima de alguma situação e terei que usar esta desculpa, porém pensando de forma adulta, nós temos que nos responsabilizar por nossas atitudes e pelos riscos que resolvemos correr. Se a carne é fraca, que o espírito seja forte, para conter alguns impulsos que poderão nos levar à graves consequências.

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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

PREPARANDO A PARTIDA!






Teresa, minha amiga, afirma categoricamente: “amizade é igual a uma plantinha – precisa ser cuidada frequentemente”. Sem dúvida, as palavras da Tetê, são sábias! Muitas vezes, deixamos de telefonar, enviar uma mensagem, lembrar do aniversário de pessoas que amamos, na certeza que, por sermos amigos, estes “agradinhos” não fazem falta. Ledo engano, elas fazem falta mesmo!
Existe uma outra leitura desta situação; alguns esquecimentos são prenúncios de que já estamos saindo da amizade. Um adeus vagaroso e silencioso que torna-se impercebível até por quem vai partir. “Coisa” do inconsciente! Quando damos conta, um dia, já partimos sem dizer adeus!
Edison Borba

sábado, 14 de outubro de 2017

ORGULHO DE SER PROFESSOR!



 Final dos anos sessenta, um jovem nascido e criado em Inhaúma subúrbio do Rio de Janeiro, filho de “seu” Oswaldo, açougueiro e de “dona” Zefa, lavadeira e dona de casa, realizava o sonho de ser Professor.
Após vencer muitas dificuldades relacionadas às questões financeiras, preconceituosas e políticas, chegou a hora da formatura. Eram os anos da ditadura e portanto a escolha do Paraninfo foi democrática e unânime quanto ao Senhor Arthur da Costa e Silva.
Colação de grau no Teatro Municipal do Rio de Janeiro aconteceu com duração total de (provavelmente) uns quinze minutos. Houve um boato que o Orador da Turma faria um protesto (o boato era verdadeiro).
E foi assim que me tornei oficialmente um Professor. Minha alma já lecionava e minha cabeça já pensava como Profissional da Educação, faltando apenas a certificação oficial o Diploma.
Paixão por quadro, giz, livros, escola e principalmente alunos (crianças, jovens, adultos, isto é, gente) sempre esteve acesa em meu coração. Contabilizando os anos de magistério (com a carteira assinada) são cinquenta anos de sala de aula. Tempos felizes! Sempre fiz e estou fazendo até hoje o que amo! Quanto às lutas; sempre as enfrentei com a cabeça erguida. Passeatas, greves, paralizações, polícia, lágrimas e até algumas visitas ao DOPS, nunca me fizeram blasfemar quanto ao meu projeto de vida.
Sou professor por opção! Por vocação! Por amor à causa da libertação através da educação!
Neste dia 15 de outubro, quero declarar que nada nem ninguém conseguirá fazer com que eu deixe de amar minha profissão! Sou PROFESSOR, com muito orgulho!
Edison Borba