quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Angela Maria - Ney Matogrosso - "BABALÚ"



Uma das maiores cantoras brasileiras - ANGELA MARIA - dando um show com a sua interpretação de BABALÚ. Ao seu lado o também maravilhoso NEY MATOGROSSO, para ouvirmos e aplaudirmos de pé esse encontro histórico.
Edison Borba

PRECISO AGRADECER!

Durante o longo período em que o governo do Estado do RJ, nos privou de salário, obrigando-nos a vivenciar uma experiência nunca imaginada, principalmente pelos que trabalharam anos e anos dedicando sua vida a este País, muitos amigos foram determinantes na manutenção do meu equilíbrio emocional. Pessoas que estiveram sempre atentas à minha situação particular, deixando-me mais seguro quanto aos dias que se seguiam.
Entre todas essas pessoas, quero dedicar ...um agradecimento especial a minha irmã Neyde e a minha sobrinha Simone, que mesmo contrariando o meu orgulho, foram capazes de enviar-me socorro financeiro. Quero expressar minha gratidão e dizer que às vezes algumas atitudes vão além da questão material. Elas ajudaram-me a receber amor, carinho, afeto que muito mais que o financeiro, sacia a nossa fome moral. Obrigado, por me fazerem ser mais humilde, menos orgulhoso e menos vaidoso. 

Neyde e Simone, amo vocês! Obrigado DEUS por coloca-las em minha vida!
 
Edison Borba

QUEM SOU EU?

VERSEJANDO (com) EDISON BORBA.

Sou cosmopolita, sou cidadão do mundo, sou um homem solidão
Sou um caipira da cidade, aqui eu vivo desde a mocidade
Sou um estranho no ninho, perdido na multidão ninguém me conhece não
Sou um rosto a mais ou a menos. Sou um indivíduo qualquer...
Sou um cara comum. Faço tudo igual, igualzinho a todos
Sou diferente. Acho que estou doente. Estou perdendo a lucidez.
Sou um ser em mutação. Não quero ser mais um e nem menos um
Sou um ser em busca de salvação. Busco absolvição pelo que não fiz
Sou um pecador sem amor. Não tenho mais certeza de quem sou
Sou um devoto, sem fé, sem orientação, sem saber onde ir
Sou? Sei lá quem sou? Quem sou eu?

 

Mireille Mathieu — MY WAY - (Comme d'habitude)



A elegância e a bela voz de Mireille Mathieu nos encanta nesta interpretação da famosa canção "My Way", imortalizada por Frank Sinatra.
Mireille nos encanta ao afirmar: "Eu já amei, ri e chorei. Cometi minhas falhas, tive a minha parte nas derrotas. Eu fiz tudo do meu jeito".
Vamos ouvir e nos encantar com Mireille Mathieu.
Edison Borba

terça-feira, 22 de agosto de 2017

UM AMOR PROIBIDO

Por Edison Borba.
Semana passada, mais precisamente na sexta-feira, ao entrar num restaurante, fui assediado por ele. Tentei disfarçar, olhar para outros que também se encontravam no local, mas qual, ledo engano meu, sua imagem não saía de meus pensamentos. Orei baixinho, pedindo à Deus que me livrasse daquela tentação, implorei forças para resistir. Suando frio, apavorado, tentei me afastar dele, que teimava em me olhar insistentemente. Confuso, chamei o gar...çom e pedi uma salada com bastante alface, numa tentativa de afastá-lo dos meus pensamentos. Enquanto esperava, arriscava um furtivo olhar para ele, que lá estava a convidar-me, a tentar-me, a atormentar-me. Ingeri rapidamente aquela verde salada e saí em disparada do restaurante. Caminhei perdidamente por alguns minutos, mas a imagem dele não saía da minha cabeça. Estava enlouquecendo! Amor, desejo, paixão tudo em turbilhão envolvendo-me de tal forma, que voltei ...
Deixei de lado os preconceitos, as línguas maledicentes e todos os comentários que possivelmente teria que ouvir. Controlando minhas mãos trêmulas o segurei e aproximei-o de meus lábios, podendo então sentir o delicioso sabor de um gostoso BRIGADEIRO!
 

A VAIDADE


VERSEJANDO – com – Edison Borba

A rosa, rainha das flores, chorava em seu jardim
Uma violeta sensível, com aquela triste cena
Perguntou a bela flor, sobre tamanho dissabor...
A rosa então falou:
Dizem que sou a rainha, deste encantador jardim,
Mas estou sempre sozinha, ninguém se aproxima de mim
A violeta, bem baixinho sussurrou:
Você é cheia de espinhos, que ferem quem de ti se aproxima
A vaidosa rosa vermelha, sorriu e respondeu:
Sou a rainha das flores, não preciso de amores,
Sou assim! E vou viver, sempre causando dores!
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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

A ( falta) de VERGONHA DOS OUTROS

Por Edison Borba

Há anos converso com minha analista, sobre um problema do qual não consigo me desvencilhar: a vergonha dos outros.
Frequentemente, sou atacado por um sentimento de vergonha, de algo que eu não cometi. É uma sensação ruim, uma indisposição que me deixa com problemas estomacais. Meu fígado reclama, meus rins protestam, meu coração acelera, causando-me um desequilíbrio fisiológico, difícil de controlar.
Estou me tornando uma pessoa solitária e... incapaz de acessar os meios de comunicação. Está difícil ler jornais e revistas, ouvir noticiários no rádio e também os transmitidos pela televisão. É uma questão de sobrevivência.
Todas as vezes que tomo conhecimento de fatos envolvendo políticos, empresários, juízes entre outros, sou acometido pelo sentimento de vergonha.
Quando jornalistas entrevistam pessoas doentes, cidadãos nas filas hospitalares, esperando há meses, por uma consulta médica, meu rosto fica corado e quase morro.
Minha analista aconselhou-me uma viagem para a Europa, fazer uma imersão em algum SPA, ou até frequentar grupos de apoio, mas nada resolverá o meu problema, pois o foco está fora do meu corpo, à vergonha não é minha e sim dos outros.
Como fazer, para “fazer” os senhores da política, sentirem vergonha pelo desperdício do dinheiro público?
Como não sentir vergonha, ao tomar conhecimento da precariedade no ensino brasileiro?
Minha crise alérgica aumenta todas as vezes que fico envergonhado com advogados defendendo os envolvidos nas quadrilhas envolvendo “famosos”.
Já estive quase na CTI, por intoxicação, no mês das eleições. Tive que ser medicado, cheguei usar remédios controlados (os tarja preta), após assistir a um programa eleitoral. Foi uma dose muito forte, que eu quase explodi. Que vergonha! Que vergonha!
Creio que estou sendo intoxicado pelo excesso de “desavergonhice” que está assolando o Brasil.
Busco refúgio no consultório da minha analista, que sob a proteção Freudiana, me fornece condições de continuar sobrevivendo com a falta de vergonha, dos outros.