terça-feira, 30 de setembro de 2014

O GATO COMEU A MERENDA

Há mais de quatro meses, diversas escolas da rede municipal do Rio de Janeiro, não estão distribuindo alimentação escolar. Quando os jornalistas buscaram uma explicação para o problema, encontraram outros, além da merenda / almoço: falta de  professores , agentes de disciplina e porteiros.
É preciso coragem para estudar e trabalhar nas escolas das redes públicas municipais e estaduais do RJ. Muitas localizadas em comunidades, constantemente são ameaçadas pelos traficantes e fechadas durante a troca de tiros entre a polícia e os bandidos. Alunos já foram atingidos por balas perdidas dentro de salas de aula e diversas vezes as aulas são suspensas em função dos tiroteios nos proximidades das escolas.
Realmente estudar no Rio de Janeiro, aliás, estudar no Brasil é para os fortes. A rede escolar de responsabilidade dos governos é a pior possível.
No momento que antecede as eleições, algumas unidades de ensino, recebem maquiagem para que os candidatos fotografem e posem abraçando crianças e sorrindo para pose de campanha. É vergonhoso, humilhante, triste e até emocionante no momento em que sensibiliza àqueles que sabem da rede de mentiras que corrompe o processo educacional no Brasil.
Este fato que no momento acontece em algumas escolas da cidade do Rio de Janeiro, é bem maior, é epidêmico e assola todo o país.
O gato comeu, além da merenda dos alunos, a vergonha a moral e a ética dos políticos brasileiros que torturam nossas crianças e jovens e todos os que acreditam que a educação é o melhor caminho para a transformação de país em uma NAÇÃO!
Edison Borba

PALAVRAS COMPLICADAS

Durante as brigas pelos cargos políticos alguns candidatos deixam escapar palavras e frases  que dão sentido duplo ao contexto do discurso. Esses dias uma candidata à presidência  da república, falou: “presidência não é para coitadinhos!”
Realmente,  se a palavra coitadinho for levada ao pé da letra (veja no dicionário),  este tipo de pessoa não pode assumir nenhum cargo de alta importância. Outro concorrente deixou escapar: enfezado; mais uma vez, procuremos no dicionário e vamos constatar que ninguém gostaria de ter no poder um enfezado.
Porém, nada pior do que foi ouvido no último debate, apresentado pela TV Record, quando um candidato deixou escapar o seu ódio, preconceito e raiva, quanto a sua discriminação sexual. O senhor, candidato à presidência da república deixou fluir tanto ódio que não conseguiu medir suas palavras, chegando à obscenidade. Suas palavras enojaram o público que assistia ao debate.
A questão do preconceito que o candidato focou,  homossexualidade, vai muito além: ele deixou claro seu desprezo e ódio contra tudo e todos que não estão enquadrados no seu padrão de “moral”.
Felizmente esta criatura não tem nenhuma possibilidade de chegar ao poder, porém suas palavras deixaram claro que conceitos hitleristas ainda existem e que devemos ficar atentos.
A importância dos debates entre os candidatos, é exatamente permitir aos eleitores observá-los em sua  realidade, sem máscaras.
Infelizmente, durante este encontro na TV Record, o destaque vai para os dois apresentadores e moderadores do programa. Quanto aos candidatos, se apresentaram inconsistentes, presos mais aos ataques pessoais. Os planos de governância são fracos e confusos. Muitas promessas, algumas repetidas de anos anteriores, outras impossíveis de serem cumpridas  numa sucessão de palavras “complicadas”  que se perderão na primeira brisa de 2015.
Lamentável!!!!
Edison Borba
 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A MORTE PEDE CARONA

O número de acidentes nas estradas e ruas do Brasil aumenta constantemente, sendo  a maioria das vítimas  na faixa etária abaixo de vinte e cinco anos. Alta velocidade aliada à imprudência e ao excesso de bebida alcoólica são as causas mais frequentes.

O número de sequelados  representa um peso na economia do país. Jovens em fase da vida produtiva, fora do mercado de trabalho por uma noite de balada e uma boa dose de irresponsabilidade e à falta de educação. Muitas vítimas possuem curso médio completo, cursaram ou cursam universidade, logo a educação que lhes falta, não está contida nos livros, mas nas relações humanas.

Este sério problema que o país enfrenta tem sua raiz nos lares, nas casas e nas famílias. A falta de uma educação consciente, a falta de valorização da vida, a falta de controle e a vontade de agradar os filhos, fazendo valer uma questão antiga: “meu filho terá tudo o que eu não tive”, são algumas das principais vias para a morte.

Nos lares mais abastados, onde sobra dinheiro e falta amor, muitas vezes o mau exemplo é dado pelos próprios familiares.

“O que se ganha fácil, não recebe o devido valor”, é outra máxima popular que podemos aplicar nesta situação. Famílias cujo poder financeiro coloca-os acima do bem e do mal, o poder dos pais, suas contas bancárias fazem dos filhos verdadeiros monstros, ao presentear-lhes com máquinas mortíferas: os automóveis.

Há um sem número de histórias envolvendo jovens milionários que matam e continuam sorrindo sobre o cadáver, deixando claro que para eles e seus familiares o dinheiro compra tudo, incluindo a vida humana.

A Lei Seca e as diversas campanhas sobre a humanização nas estradas e ruas trouxe  melhorias no comportamento dos motoristas, porém ainda falta muito para que  os brasileiros apresentem mudanças em suas atitudes.

A questão maior, a raiz do problema, está no exemplo: criança aprende (também) por imitação e infelizmente o que muitas presenciam, são familiares desrespeitando as regras e as leis, como: não usando cinto de segurança, falando ao telefone enquanto conduz o veículo, desatenção ao volante, ultrapassando a sinalização entre outras infrações.

Este desrespeito é visto também entre os pedestres, quando pais, mães e babás atravessam as ruas e avenidas com  sinalização apontado vermelho,  livre para os veículos. A criança aprende a ser um pedestre que não respeita as leis e quando receber um carro de presente repetirá o que aprendeu,  portando uma arma, o carro.

A questão educacional tem que ser abrangente, não só para quem está sentado diante de um volante, mas também para os pedestres que muitas vezes por desatenção ajudam a provocar acidentes.

É lamentável, que a morte continue a receber carona, numa viagem sem volta!

Edison Borba

domingo, 28 de setembro de 2014

ÓPERA DO MALANDRO.

Parece que foi ontem que assisti a primeira versão de A Ópera do Malandro, de Chico Buarque. Eram anos setenta e a população ávida por liberdade de expressão, lotava os teatros para, por alguns momentos sentir a liberdade que nos era cerceada pelo regime militar.
Chico e muitos outros autores, atores,  músicos  e  escritores criavam obras que através de textos bem elaborados e de letras popularmente sofisticadas driblavam a censura e conseguiam libertar o grito do povo.
Está em cartaz no Rio de Janeiro uma nova versão de “A Ópera do Malandro”, uma excelente opção para recordar, rever ou para assistir um bom espetáculo. A diferença desta produção, para as anteriores, está na presença masculina dominando a cena. Substituindo as atrizes, todos os personagens são personificados por atores, cantores, dançarinos que mantém a beleza do texto, porém apresentando uma nova forma de representar.
É interessante rever antigos espetáculos, revestidos de novas roupagens, desde que a essência da história não seja atingida.
Emocionante ouvir as letras de músicas como “Viver de Amor; “Teresinha”;  “Folhetim”; “O meu amor”: “Pedaço de mim” e “Geni e o Zepelim” entre outras, que formam um lindo álbum musical.
Uma das grandes obras de Chico Buarque, que além da Ópera do malandro, nos brindou com outras excelentes obras.
Um bom espetáculo que vale a pena ser assistido!
Edison Borba

PRIMA - VERA

Com a chegada da primavera, aproveito para parabenizar todas as pessoas que têm uma prima chamada Vera. Elas realmente podem comemorar a prima Vera. Esperamos que essas mulheres, as Veras, sejam pessoas que gostem de flores e que amem a natureza.  Gostem de receber rosas, camélias, orquídeas e qualquer outro tipo de flor. Que sejam amantes da natureza e lutem pela sua preservação e conservação. Não admitem as queimadas e nem a derrubada das árvores. Saibam a consequência que estes atos causam à natureza e à chegada da primavera. A diminuição da água potável na Terra que ameaça cada vez mais a existência de vida.
Comemorar a chegada da primavera é mais do que pensar em  flores, é refletir sobre a  possibilidade do seu desaparecimento e da transformação do mundo colorido por um lugar cinza e triste.
O Brasil, este ano, está recebendo a primavera com menos água. A seca que era uma característica da região nordeste, agora já está ameaçando o sudeste. São Paulo está vivendo em estado de alerta e o Rio de Janeiro, já começou a pensar em estratégias para controlar e proteger suas águas.
A natureza é implacável e cobra por sua devastação. A ignorância e a ganância humana levará esta sociedade para uma nova era,  que não terá o que comemorar nas próximas primaveras.
Este ano, o número de queimadas e  incêndios florestais aumentou, trazendo uma devastação não só para a flora mas também para a fauna que depende dos ecossistemas para sobreviver. Os rios brasileiros estão morrendo de sede, até o grande Chico, o rio São Francisco, está com as suas nascentes morrendo.
Outros rios também estão ameaçados não apenas pela seca de suas nascentes, mas pelo excesso de lixo que recebem.
Apesar dos tristes acontecimentos, o homem não consegue sensibilizar-se e continua em amplo processo de destruição. Lamentavelmente em bem pouco tempo não haverá mais o que comemorar com a chegada da primavera.
Guardemos as flores nas páginas dos livros para que em futuro próximo possamos admirá-las através de pétalas secas, o que um dia foi vida colorida e que coloria a nossa vida.
Apenas aqueles que têm uma prima chamada Vera, é que poderão continuar a celebrar os seus aniversários, porém sem poder oferecer para elas um lindo buquet de flores.
Edison Borba

A VITÓRIA DE NOITE E NEBLINA

“Noite e Neblina” é um dos mais fantásticos e importantes documentários da história do cinema mundial.  Alain Resnais, foi primoroso ao levar para as telas de cinema um dos mais trágicos  momentos da história  da humanidade: os campos de concentração  construídos pelos nazistas durante a segunda guerra mundial.

“Vitória” é uma novela da TV Record, escrita por Cristiane Fridman, que está sendo exibida desde junho de 2014, tratando do delicado assunto: neonazismo.

Tanto o filme quanto a novela tratam de um assunto que não pode ser esquecido, a discriminação que continua a ser um grave e grande problema mundial. Milhões de vidas foram ceifadas pelos nazistas. Infelizmente este assunto não está encerrado,  sobrevive no século XXI. Células neonazistas,  trabalham na clandestinidade, usando a mesma ideologia hitlerista há mais de sessenta anos.

Alain Resnais, usando de grande sensibilidade, leva-nos a percorrer os campos de concentração, construídos em lugares bucólicos especificamente para a destruição de vidas, não apenas pela morte, mas pelas diversas formas de mutilar, humilhar e destruir pessoas.

Cristiane Fridman, através da novela “Vitória”, chama a atenção do telespectador para o perigo da existência de grupos neonazistas, em sua maioria de jovens de classe média e cultura universitária que praticam insanidades a favor da tragédia conhecida como preconceito.

A obra de Alain Resnais, “Noite e Neblina” deveria ser obrigatoriamente exibida nas escolas,  universidades além de ocupar salas de cinema como um alerta de algo que não está totalmente e definitivamente extirpado da alma humana.

Nos capítulos da novela “Vitória” é possível  ter-se  noção da crueldade com que os simpatizantes do nazismo tratam pessoas que eles julgam, conforme as regras criadas por Hitler,  inferiores, no mundo atual.

NOITE E NEBLINA e VITÓRIA, duas obras escritas em tempos diferentes, mas que alertam para um dos mais graves problemas da humanidade: o preconceito!

Edison Borba

 

terça-feira, 23 de setembro de 2014

MORTE NA ou DA USP!

Universidade de São Paulo (USP), a maior do Brasil, há tempos vem demonstrando decadência. Um templo de cultura e aprendizagem vem sendo abalado enfrentando crises, greves, questões financeiras, festas promovidas pelos estudantes, drogas e até crimes envolvendo reuniões e trotes dos veteranos dos Centros Estudantis.


Nesta sexta-feira, dia 19 de setembro, o estudante Victor Hugo Santos de 20 anos, morador de Osasco (SP), morreu ao participar da festa de aniversário do Grêmio Politécnico, na Universidade de São Paulo (USP).  O  corpo foi encontrado na raia olímpica na Cidade Universitária, da USP, na manhã da terça-feira (23).

Lamentavelmente, as crises  abalam a credibilidade de tão renomada Instituição de Ensino. O enorme Campus da entidade tem sido palco de assaltos, consumo de drogas e outros crimes que só depõem contra a Instituição.

Infelizmente a USP, teve uma queda no ranking na qualidade de seu ensino, quando comparada com outras entidades mundiais. Após ter ocupado 158ª posição na lista das melhores, passou para o 250º  posição.

A reputação da nossa querida USP anda em perigo!

O desempenho da entidade envolve a proporção entre doutores e alunos da graduação, uma questão de deixa claro,  a desaceleração de uma produção acadêmica que pode estar refletindo a decadência do comportamento dos estudantes.

É triste, para quem acompanhou o auge da USP, que no período das crises políticas no Brasil, era considerada um ponto de discussões e reflexões sobre a nossa condição política social.

Que os Gestores, Professores e alunos, lutem pela manutenção da qualidade da Instituição
que ainda é muito respeitada em todo mundo.

Ser universitário, não é apenas usar sandália, deixar o cabelo crescer, puxar um fuminho, fingir que estuda e viver no mundo da lua. Universidade é responsabilidade, é menos festas e mais estudos, é menos chopinho e mais livros, é pesquisar, refletir, ler, buscar o saber dia após dia, é ser criativo, inovador, atento para o que acontece em sua cidade, estado, país e mundo.

Ou a USP e outras Universidades Brasileiras mudam a sua forma de funcionar, ou o Brasil continuará a importar cérebros de outros países.

Edison Borba

 

 

MAIS UMA FICHA PARA ABORTO


Nome: Elizângela Barbosa
Idade:  32 anos
Profissão: dona de casa
Estado civil: casada – mãe de três filhos
Residência: Niterói – R.J.
Fato: Insegura com a quarta gravidez,  jovem mulher casada, saiu de casa no dia 20 de setembro, levando a quantia de dois mil e oitocentos reais para pagar por uma “cirurgia” (??!!) de aborto.

Elizângela é mais uma vítima das várias brasileiras que morrem anualmente pela mesma causa: aborto clandestino, que configura a quinta causa de morte materna no Brasil.  Infelizmente, a maioria das mulheres que fazem parte desta lista, são pobres, que não possuem dinheiro suficiente para pagar boas clínicas e competentes médicos. No mundo dos famosos este tipo de morte não acontece, apesar de toda a sociedade saber que o aborto é uma prática comum entre eles.

Enquanto autoridades políticas, policiais, religiosas entre outros grupos discutem, o problema continua. Os casos mais drásticos ocupam as páginas dos jornais, como o de Elizângela e o de Jandira Magdalena, cujo corpo ainda não foi identificado, porém muitos outros ocorrem e a sociedade finge que desconhece.

Quando teremos leis que consigam resolver de alguma forma esta questão. Proibir ou não proibir são opções que minimizam um grande e grave problema que envolve o papel da mulher na sociedade brasileira. As cidadãs que procuram clínicas clandestinas para resolverem (??!!) um problema são mal informadas. Elas não possuem orientações de como poderão sobreviver neste país caso optem por manter a gravidez. Há uma hipocrisia nas decisões que muito nos assusta. Uma grávida quando coloca sua vida em risco tentando um aborto, está no mínimo sentindo-se completamente abandonada, sozinha e aterrorizada.

Edison Borba

A JUSTIÇA (no Brasil)


Andam dizendo por ai, que Têmis, a deusa grega   representante  da justiça, está envergonhada com a sua  imagem no Brasil. Sua balança com dois pratos, está desequilibrada  e oscilando  mais para um dos lados. Há boatos, que colocam dinheiro, poder, ouro e até títulos para fazer vacilar o equilíbrio da balança.  O Instituto de Pesos e Medidas precisa fazer uma verificação no processo de pesagem da justiça brasileira.
Outro boato, muito sério, é que após cirurgia oftalmológica a justiça no Brasil, deixou de ser cega, e está enxergando muito bem, porém só vê o que lhe interessa, isto é, o que é de “interesse” (??!!) de alguns grupos. O uso da venda nos olhos  é apenas para enganar o povo. Aliás, o paninho colocado na face da Deusa, está cheio de furinhos.
Têmis foi chamada por outros Deuses que estão querendo que ela justifique essas “bandalheiras” que estão acontecendo. Eles, os Deuses, temem que a desmoralização abale a credibilidade que  conseguiram ao longo da História.
Há casos, tão escabrosos que deixaram os pais de Têmis, Urano e Gaia, bastante nervosos. Um famoso empresário vive dando golpes financeiros e os pratos da justiça balançam a favor do meliante. Contam à boca pequena que um dos seus filhos, batizado com nome de um Deus, já cometeu atropelamento com vítima fatal, e o condenado foi o defunto. Os comentários maliciosos aumentam quando Têmis é convocada para comparecer em território conhecido como planalto central, mais especificamente no habitat dos profissionais da política. Neste local a deusa da justiça está mais desacreditada que Papai – Noel para adulto. Infelizmente no Brasil, a balança da justiça está desalinhada e a venda que ela usa nos olhos é transparente e ela não é cega. Portanto, a justiça na república das bananas é feita conforme alguns acordos financeiros e sociais. Dependendo de quanto e de quem, o prato balança mais para um lado que para o outro. Mas, tudo vai muito bem, até porque, aqueles que teriam o direito a reclamar da justiça, não o fazem. Abaixo da linha do Equador impera a lei do silêncio, se reclamar vai piorar, portanto é melhor deixar como está.
Infelizmente!!!!!
Edison Borba
 

sábado, 20 de setembro de 2014

SÉRGIO BRITTO – IMORTAL

“Eu quero desabotoar minha camisa de memórias e provar ao público que ainda estou vivo”.
Sérgio Britto foi sem dúvida um dos maiores nomes da dramaturgia  brasileira. Seu talento foi muito além dos palcos dos teatros ele brilhou no cinema, nas telenovelas e na ópera, inovando com a sua criatividade e revolucionando a cultura do Brasil.
No dia 23 de novembro de 2013, em São Paulo, foi inaugurada  a “OCUPAÇÃO SÉRGIO BRITTO”.
Agora, chegou à vez do Rio de Janeiro entrar em contato com o Projeto Sergio Britto Memórias, o acervo deste “homem de paixão”, cuja história se confunde com as atividades teatrais e culturais do Brasil.
A partir do dia 23 de setembro, será apresentado ao público o Portal: www.sergiobritto.com e o acervo Digital do legado deste grande ator.
 “Ao nascer, choramos porque chegamos até este grande palco de loucos”
            Rei Lear – Ato 4, Cena 6
Estou com 86 anos, a velhice chegou mesmo. Preciso vivê-la, preciso descobrir novos “travesseiros”. O sono está cada vez mais difícil preciso lutar para estar vivo até o último dia”.
                                Sérgio Britto

                                             (1923-2011)

 

UM GOLPE DO DESTINO

Este é o nome de um filme estrelado por William Hurt, que encarna o personagem de um médico bem sucedido, famoso, rico e arrogante. Um Golpe do Destino, conta a história deste médico, que ao descobrir ter um câncer na garganta, passa da posição de médico para a de paciente.
Seria interessante que as Universidades, adotassem como parte do currículo da área biomédica, assistir, analisar, refletir e discutir o conteúdo desta história. Encontramos no texto, o famoso pensamento “ponha-se no lugar do outro”.
Estamos vivendo um momento de crise na saúde do Brasil, além da má qualidade dos prédios hospitalares, clínicas decadentes e o perigo de contaminação em cada consultório ou sala de cirurgia, há também a falta de humanidade. Ao dar entrada num hospital o doente perde a identidade e se transforma apenas em um número.
William Hurt, vivendo o personagem do Doutor Jack McKee, dá uma aula de interpretação e de emoção, ao passar da condição de médico para a de paciente.
Recomendo este filme para todos os que trabalham ou pretendem atuar na área da saúde. Um bom presente para os vestibulandos que estão sonhando com uma carreira nesta área.
Humanização talvez seja a grande mensagem deste filme.
NAS LOCADORAS:
FILME: UM GOLPE DO DESTINO (The Doctor), com William Hurt. Produção americana / 1991.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

RATOS, ASPIRINAS E HOSPITAIS.

Os hospitais federais que funcionam no Rio de Janeiro, receberam a visita de fiscais que além dos pacientes e  profissionais da saúde encontraram  ratos circulando entre os doentes internados nas enfermarias.
Esta situação não chega a ser uma novidade, há muito tempo ratos e baratas são  “residentes” dos nossos hospitais.
A fiscalização encontrou animais roedores e insetos, mas não encontrou número suficiente de profissionais, como médicos, enfermeiros e auxiliares. Também não encontraram roupas cirúrgicas, mas encontraram goteiras e vazamentos e banheiros interditados. Salas de espera lotadas, cirurgias adiadas, emergências sem condições de atendimento. Exames marcados para meses de espera.
Outra situação assustadora: os  elevadores que ainda funcionam  servem para transportar pacientes, visitantes, médicos, cadáveres, lixo e material de obras. Tudo isto e muito mais, forma o quadro dos hospitais federais.
Importante: os “ratos” grandes, que se travestem com paletós e gravatas, não foram encontrados. Possivelmente estavam em seus gabinetes refrigerados e quando precisam de tratamento de saúde, eles e seus familiares viajam para o exterior.
A situação dos hospitais federais do Rio de janeiro é caso de polícia, é caso de interdição, é caso para ser tratado como crime.
Mais uma vez temos que chamar a atenção para a chegada das eleições. Construímos arenas para futebol, compramos usina  nos Estado Unidos, viajamos em grupo para a Europa além de outras farras Dionisíacas e afirmamos que está tudo bem no Brasil.
Diariamente morrem pessoas nos diversos hospitais, sejam da rede federal, estadual ou municipal. Os telejornais constantemente apresentam matérias, filmes, fotos, depoimentos sobre a saúde no país e nada é feito para melhorar o quadro de falência da saúde brasileira.
O programa “mais médicos” foi apenas uma gota no oceano da tragédia. Iremos às urnas com a certeza de que alguns problemas brasileiros continuarão a existir.  
Hospitais, escolas e presídios continuarão a ser o “calcanhar de Aquiles” do novo governo. Não consegui vislumbrar nos planos  dos candidatos, algum destaque para estes itens, que são tratados de forma linear, citados e colocados como algo que não tem interesse e nem interferem no desenvolvimento do país.
É lamentável!
Edison Borba
 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

FOME

Uma entre cada nove pessoas no mundo, ainda enfrenta um grave problema: fome. Isto significa que todas essas pessoas não irão desenvolver suas características biogenéticas, dentro do padrão da espécie humana. É triste imaginar que cerca de oitocentos milhões de seres humanos, não recebem condições mínimas para serem “humanos”.
Os continentes mais atingidos,  apresentam terras em condições de  plantar e colher, porém a má distribuição de renda e a ganância dos homens poderosos são  alguns itens responsáveis por tamanha catástrofe.
Um mundo que vive discutindo paz, que mantém grandes grupos para análise da situação mundial, como ONU e OEA,  não consegue desfazer este terrível nó biológico.
Discute-se linha de miséria, linha de pobreza e outras linhas que parecem estar cada vez mais embaraçadas sem que se consiga achar o fio da meada. Enquanto isso milhares de crianças desnutridas mostram seus esqueletos.
A mídia tem tido o papel de denunciar esta calamidade quando exibe fotos estarrecedoras. Chocante é sabermos que em muitos lugares do mundo, uma grande parte de alimentos é jogada no lixo diariamente. O desperdício das classes mais abastadas é inimaginável, demonstrando uma grande falta de educação para com os problemas mundiais.
O Brasil nos últimos anos  tem apresentado melhora no quadro relativo à miséria, mas ainda está muito longe de ser considerado uma nação justa para com seus cidadãos. A fome ainda é uma realidade em algumas regiões do país, o analfabetismo também faz parte deste trágico fenômeno, que envolve também doenças que já deveriam estar controladas. Nós brasileiros ainda temos uma longa estrada para caminhar, no sentido da melhoria das condições de vida da população. Fenômenos da natureza, que se agravam com a ação dos homens, como a seca, enchentes, queimadas entre outros fatores colaboram para que a pobreza e a miséria se agravem.
Às vésperas de mais uma eleição, não se consegue ver com clareza nos planos apresentados pelos candidatos, programas realmente consistentes para a melhoria do país. A troca de “desaforos” entre os candidatos e a repetição de discursos que começaram com a proclamação da república em 1889, não deixa muita esperança para os próximos anos.
Escândalos se avolumam a cada governo. Desvios de verbas, desmandos, roubos, saques, falta de ética se vulgarizam a cada período de governo.
Dia 5 de outubro iremos novamente às urnas com esperança de que o Brasil consiga caminhar um pouco mais no sentido de ser uma nação que realmente respeita os direitos de seus cidadãos.
Que em pouco tempo, a miséria, o analfabetismo e muitas doenças sejam erradicados desta Terra que, conforme seus descobridores já afirmaram: “em se plantando tudo dá!”
Edison Borba

terça-feira, 16 de setembro de 2014

O BOM LADRÃO E O CARDEAL.

Na Bíblia, encontramos uma menção a Dimas, o bom ladrão. Crucificado ao lado de Jesus pediu que o Mestre não o esquecesse ao chegar ao Reino do Céu. A Igreja Católica reverencia este personagem, considerado o “bom ladrão” comemorando no dia 25 de março, o dia de São Dimas.
Na segunda feira – feira, dia 15 de setembro de 2014, o Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, foi vítima de assalto à mão armada. No carro em que estava acompanhado por um seminarista, um fotógrafo e o motorista da Arquidiocese, foi interceptado por três assaltantes  armados, no bairro de Santa Teresa. Tudo aconteceu por volta das 20h30min, quando o carro do Arcebispo foi interceptado por outro veículo. Dom Orani e seus amigos, sob a mira de um revólver, entregaram seus pertences aos ladrões. Um dos meliantes reconheceu o Arcebispo e pediu desculpas, mas mesmo sabendo que  a vítima era o Cardeal, levou seu anel, crucifixo, caneta e telefone celular. Levou também à mochila e o paletó do motorista, a batina do seminarista e todo o equipamento fotográfico do fotógrafo. Ninguém ficou ferido e Dom Orani seguiu para cumprir o seu compromisso, enquanto os outros passageiros do carro prestavam depoimento na 10ª Delegacia de Botafogo.
O bandido que assaltou o Arcebispo  teve “bom comportamento”, ao perceber a importância de suas vítimas, pediu desculpas e  contentou-se apenas com os objetos, deixando-os com o carro.

Este assalto deixa claro que estamos vivendo um clímax da violência, Dom Orani Tempesta, Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, representa não só a Igreja Católica, mas todas as igrejas e religiosos, que sempre foram respeitados.

A situação da segurança no Rio de Janeiro está séria, muito séria. Nós, cidadãos trabalhadores estamos nas mãos dos bandidos. Temos que “orar” para sermos assaltados por bons ladrões: os que levarão apenas o nosso dinheiro, delicadamente e sem nos atingir mortalmente, nos pedir desculpas e nos colocar num ônibus, ou até chamar um taxi para não corrermos o risco de encontrarmos um mau ladrão.

Nada mais existe para dizer!

Edison Borba

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

VERÃO DE EMOÇÕES

O verão no Rio de janeiro ainda não chegou oficialmente, mas a sua temporada está prometendo muitas emoções. Do Leme ao Pontal, como cantou Tim Maia, além dos piscinões de Ramos e São Gonçalo, o povo irá curtir o sol, para  “pegar um bronze”. Ontem, dia 14 de setembro, o calor passou dos trinta graus e o povão tomou conta das areias. Alegria, biquínis, bolas, sorvetes e bandidos. Em Ipanema, a sua famosa garota  fugiu para o asfalto ameaçada por quadrilhas de bandidos que provocaram arrastões. A polícia agiu com bombas de efeito moral e prendendo mais de trinta pessoas, na  maioria jovens, que voltaram ao mar para amedrontar os banhistas. E novamente gente correndo abandonando  pertences, crianças gritando, choro, lágrimas e a praia se tornou vazia. Uma banhista, apavorada, declarou: “a polícia não deu conta – o verão 2014 vai ser brabo!”
Mas, este final de semana não foi animado apenas na orla do Rio de Janeiro, bandidos de quadrilhas rivais,  traficantes do Comando Vermelho, que atuam no morro São José Operário, entraram em confronto com milicianos do morro do Fubá, em Campinho, dando continuidade à segunda noite de enfrentamentos.
Enquanto isso, a Escola de Samba Mangueira, cancelou a festa para a escolha do seu samba de enredo para o desfile de carnaval. Motivo: tiroteio numa região conhecida como Vila da Miséria, que provocou um clima tenso na quadra da agremiação. Os Diretores da querida Mangueira resolveram cancelar a festa que aconteceria neste final de semana, para preservar a segurança dos convidados.
No bairro São Leopoldo, em Belford Roxo, município do Rio de Janeiro,  na noite deste domingo 14 de setembro, quatro suspeitos de tráfico de drogas foram baleados na troca de tiros com a polícia.
Sem dúvidas, este verão promete ser um dos mais alegres e festivos dos últimos anos. Teremos praias cheias de banhistas e pivetes. Ônibus lotado com passageiros entrando pelas janelas dos coletivos, bombas de efeito moral, muito protetor solar, turistas, chope gelado, sorvetes, assaltos, quadrilhas de milicianos disputando espaço com traficantes, lindas garotas, surfistas bronzeados, pivetes furtando turista e muita alegria e samba.
No meio de tudo isto,  policiais tentando organizar o tumulto. Homens e mulheres que diariamente colocam suas vidas em risco numa guerra que parece não ter fim.
Edison Borba

domingo, 14 de setembro de 2014

CRIANÇAS DO NOVO MUJNDO.

Vivemos um novo mundo que ainda não sabe exatamente como lidar com as crianças. O universo  infantil repleto de sonhos e fantasias, já não é o mesmo de outros tempos. Em outras décadas havia um espaço específico para a garotada. Brinquedos, livros, histórias, filmes, roupas era tudo bem definido. Era outro tempo,  outra realidade. Aos poucos, nossos descendentes foram sendo “adultizados”. Não existe mais uma linha que separa adultos de crianças e jovens. É possível vermos meninas caricaturadas de mulheres. Jovens cujos rostos assemelha-se ao de adultas. Também entre os meninos o fenômeno  é observado, porém em menor escala. Cirurgia plástica aos quinze anos, corpos bombados em academias por exercícios e estimulantes. Fotos infantis (??!!) nas quais as crianças estão em poses sensuais. Criou-se um mundo no qual os protagonistas, não possuem maturidade para entender as caras e bocas que pedimos para eles fazerem.
Talvez, o mundo esteja passando por uma fase de transição, para que após alguns anos, o equilíbrio volte a acontecer. Saímos de uma época em que a virgindade era um tabu a ser respeitado, para a fase  dos “namoridos”, uma mistura de namorado e marido, onde fazer sexo antes dos quinze anos acontece na casa dos familiares. Certo? Errado? Fase de transição? Dificuldade dos pais de manter uma relação amigável com os filhos? Excesso de liberdade?
É comum encontrarmos meninas que antes do baile de debutantes já tiveram mais de um parceiro sexual. Talvez o excesso de casamentos desfeitos esteja nesta “mistureba” de sentimentos onde amar virou sinônimo de ficar. Numa balada fica-se com vários ao mesmo tempo com a mesma naturalidade de quem vai a um cinema.
Nesta embolação de liberdade sem controle, assistimos ao aumento do abandono escolar, gravidez na adolescência, abortos e tantos outros problemas que destroem o mundo que era encantado para as crianças e jovens. É uma grande perda social e uma perda ainda maior para a espécie humana. Ficamos a imaginar qual será o futuro dos nossos descendentes? Como será a organização familiar nos próximos 50 anos? Será que os humanos descerão dos colos de seus pais diretamente para as baladas? Os termos infância e adolescência irão desaparecer?
O “Admirável Mundo Novo” já chegou e invadiu as nossas casas, o que faremos com ele?
Edison Borba
 
 

sábado, 13 de setembro de 2014

FICHA PARA ABORTO

Nome: Jandira Magdalena dos Santos Cruz
Idade: 27 anos
Profissão: Auxiliar Administrativa
Estado civil: separada (mãe de dois filhos)
Residência: Campo Grande, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro.


Fato:  separada do marido e mãe de duas crianças, Jandira engravidou pela  terceira vez. Apesar de viver com sua família, ela mediu as consequências sociais desfavoráveis  de ser mãe pela terceira vez. Conversou com suas amigas e a conclusão mais imediata seria interromper a gravidez indesejada. Como toda a sociedade  brasileira sabe, existem diversas clínicas especializadas neste tipo de “cirurgia” (??!!).  Funcionando clandestinamente (??!!), esses estabelecimentos não possuem nenhuma condição para tratar de assunto tão sério. Profissionais incompetentes, falta de higiene e de condições de socorro caso aconteça algum imprevisto, durante o processo. Jandira, mulher inteligente, mesmo sabendo de todos os riscos a que estava se submetendo, conseguiu o dinheiro (quatro mil reais) para pagar os serviços abortivos. Orientada por uma amiga intima, que faz parte de uma rede de clínicas clandestinas abortivas, saiu de casa confiante que conseguiria resolver o seu grande problema.

O dia era 26 de agosto, quando às 10h06min, ela enviou para o marido uma mensagem informando de sua decisão. Embarcou num taxi com outras mulheres. Sentindo-se assustada, ela envia para familiares um recado telefônico, no qual diz que está em pânico e pede que rezem para que nada da mal aconteça com ela.

Jandira desapareceu!
Sua mãe e filhas aguardaram o seu retorno por horas e dias.
Jandira sumiu!
Jandira morreu!
Mais uma vítima da eterna discussão sobre a legalização do aborto. É de conhecimento de toda a sociedade civil,  militar e religiosa que existem diversas clínicas abortivas espalhadas por todo país. É de conhecimento que muitas mulheres das mais diversas classes sociais, usam estes serviços. Infelizmente, as menos favorecidas; social e financeiramente,  morrem ou ficam com sequelas.

Apesar do problema, ser de domínio público, não existe coragem para que um debate franco e honesto resolva esta questão.

Quando uma gravidez é considerada indesejável, alguma coisa muito séria está acontecendo no mundo feminino: falta de informação, educação sexual inadequada, insegurança quanto à perda do parceiro, como sustentar mais um filho, como o fato de ser mãe solteira ainda é tratado pela sociedade entre outras questões.

O aborto surge como uma solução para resolver preconceitos que ainda persistem na moderna sociedade do século vinte um. Recorrer a uma ação tão extrema deve ser algo indescritivelmente sofrido para uma mulher.

Ela, a “pecadora”, deverá arcar sozinha com todos os ônus por sua atitude!”

Enquanto a hipocrisia estiver à frente das discussões e decisões de assunto tão sério, outras Jandira Magdalena continuarão vítimas da covardia social que impede  uma solução para este problema.

Edison Borba

 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

VIDA

É destino de peregrino
É sonhar e penar
Viver é caminhar sem rumo, por estradas desconhecidas
Viver é andar em corda bamba, é cumprir carma
A vida é como um rio corre rápido e não tem retorno
Vida é fumaça, vai se desmanchando pouco a pouco
É domar cavalo brabo, é sangrar de paixão
É escalar montanhas íngremes
É curtir paisagens que só veremos uma vez
É estar num mundo sozinho mesmo estando junto
Vida é som de guitarra, dedilhada por mãos apaixonadas
Viver é ter pés cansados, mas saber que não se pode parar
Viver é valorizar as pequenas coisas
É alegrar-se com a brisa que roça a pele
É abrir mão do que se ama, é dividir, distribuir
Talvez seja o não amar, simplesmente viver
É verso é poema é carta de amor esquecida no fundo da gaveta
É buscar raios de luz em noite escura
É dormir sem sonhar acordar sem se dar conta que morrer é assim
É corte de navalha na mão do trabalhador
É lágrima parada no rosto marcado pelo tempo de viver
É azul do mar, oceano profundo onde nunca vamos chegar
É a sombra trazendo sorrateiramente o anoitecer
Vida é dor é amor. É dor de amor. Às vezes é apenas dor
Damos graças à vida, que temos e a que não temos
Agradecemos enquanto estamos vivos pela vida que perderemos
Graças à vida não a nossa vida, mas a vida  (a toda a vida) que há no universo.
Edison Borba
 
 

TIRO DE FUZIL NO PEITO.

Morre numa comunidade pacificada um comandante da Polícia Militar, ao entrar em combate com traficantes, em defesa da paz e da ordem na cidade do Rio de Janeiro. Um jovem  de apenas 34 anos, capitão Uanderson Manoel da Silva, foi baleado na quinta – feira, dia 11 de setembro, às 14h30m.
Um tiro de fuzil no peito foi suficiente para tirar a vida de um defensor da lei. O conjunto de favelas do Alemão é considerado um local pacificado, isto é, seguindo ao pé da letra o significado da palavra, “LÁ” existe a paz e harmonia.
Como será a reação da esposa e da filha deste trabalhador policial ao saber que a morte está presente nas comunidades pacificadas?
Os 11 anos de serviço como policial militar não foram suficientes para livrar o jovem capitão das balas disparadas pelos bandidos. Comandante da UPP Nova Brasília, ele era um dos que garantiam a paz nesta outra comunidade.
Sabemos da importância das UPPS, porém considerar pacificada uma comunidade apenas porque em seu interior foram colocados soldados, em espaços sem nenhuma infraestrutura e considerar que está resolvido o problema da violência é no mínimo ingenuidade.
A morte do capitão é apenas uma das muitas que já aconteceram e continuarão a ocorrer, enquanto os nossos políticos não atentarem para as mudanças que deverão acontecer nas comunidades ditas pacificadas. Escolas, creches, postos de saúde, saneamento, limpeza urbana, espaços recreativos e tudo aquilo que uma sociedade necessita para viver dignamente.
A sociedade espera que  a morte do capitão  Uanderson Manoel da Silva possa ser um  alerta para os candidatos aos “polpudos” cargos de deputado, senador e de presidente no sentido de colocar em seus planos de governo a pacificação sem balas de fuzil e granadas, mas com saúde, educação e cultura.
Lamentamos a morte de mais um brasileiro, em defesa da paz:
                        Capitão Uanderson Manoel da Silva
Edison Borba